09 de julho de 2026
Cultura

Machado de Assis é encenado nos palcos

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A WZ Brasil Produções apresenta o espetáculo teatral “Memórias Póstumas de Brás Cubas” hoje, no Teatro Municipal “Celina Lourdes Alves Neves”, em Bauru. Adaptada pelo diretor Rick Von Dentz, a montagem é baseada no livro homônimo de Machado de Assis. De acordo com informações da assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), o evento será realizado em duas sessões: às 10h e às 20h.

A obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é um clássico que possui o humor fino e sutil, característico de Machado de Assis. É após a morte que Brás Cubas decide narrar suas memórias. Nesta condição, nada pode suavizar seu ponto de vista irônico e mordaz sobre a sociedade e as instituições hipócritas do século 19. Tudo parece passar pela ótica do morto autor: o casamento, o adultério e o individualismo. “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é considerado o marco inicial do realismo brasileiro.

Encenado pelos atores Paulo Oliveira, Silmara Deon, Valdir Rivaben, Walter Ferreira e João Andreazze, o espetáculo retrata a narrativa de Brás Cubas sobre sua morte. Através de um retrocesso no tempo, as cenas vão se passando desde seu nascimento até o final dos seus dias.

O nascimento, os mimos da família, os palpites dos tios sobre o futuro da criança e as peraltices do já menino Brás dão ritmo ao espetáculo. Aos 17 anos, ele se envolve em uma de suas grandes paixões.

Trata-se de Marcela, uma espanhola maliciosa, interesseira, que lhe dava amor em troca de presentes caros. O envolvimento é tão grande, que Brás fica endividado e é mandado pelo pai para estudar em Coimbra, em Portugal.

Após a morte de sua mãe, o jovem retorna cheio de desgosto ao Brasil e refugia-se em uma chácara da família. O pai vai buscá-lo com a promessa de um bom casamento e um cargo de deputado através do futuro e influente sogro. Mas o noivado dura pouco. Brás perde a noiva para um tal de Lobo Neves. Desgostoso, seu pai morre depois de quatro meses.

Com a morte do patriarca, a irmã e o cunhado mostram-se vorazes pela herança. Já homem maduro, Brás reencontra o colega de colégio Quincas Borba. O reencontro rende alguns conflitos internos para ele, pois Quincas é um tanto quanto louco, cômico e filosófico.

O amor de Brás ressurge por Virgília. Mas, desta vez, ele, Virgília e Lobo Neves formam um triângulo amoroso. Os anos se passam, e com eles os amores. Brás fica só e doente. Recebe uma visita de Virgília e num delírio faz uma viagem em busca do sentido da vida e dos segredos da eternidade. Acaba morrendo.

Na trama, tudo é descrito pelo próprio Brás Cubas, que durante o espetáculo faz uma autocrítica de sua visão de mundo. A peça é retocada pelo espírito sarcástico de Machado de Assis.

• Serviço

Espetáculo teatral “Memórias Póstumas de Brás Cubas” hoje, às 10h e às 20h, no Teatro Municipal de Bauru. Avenida Nações Unidas, 8-9, Centro. Informações: (14) 235-1312.