Um grupo de pedetistas distribuiu ontem um manifesto criticando a declaração de que a legenda teria fechado questão decidindo que o votos dos vereadores do PDT devem ser pela cassação de Nilson Costa. Os pedetistas alegam que a orientação não foi coletiva e é antidemocrática.
Entre os participantes da reunião do partido de anteontem, têm direito a voto no julgamento de Nilson pela Câmara Faria Neto, Salvador Afonso, Clemente Rezende, Roberto Relvas e Sérgio Rosseto.
“Estamos surpresos com as declarações supostamente oriundas de membros da comissão provisória dando conta de que o PDT teria fechado questão. Vimos manifestar nosso repúdio com a forma pouco séria com a qual o assunto está sendo tratado por membros do partido”, critica o manifesto.
O documento é assinado pelos filiados Gerson Trevizani Filho, Jacqueline Didier, Rodrigo Mandaliti e Arlindo Figueiredo. Destes, Figueiredo é secretário da Administração Regional da prefeitura. “Ninguém da base outorgou procuração a alguns membros da provisória do PDT em Bauru para fecharem questão sobre nada. A democracia ainda impera nesta cidade”, citam.
Para os manifestantes, a antecipação do voto é um ato arbitrário. “A manifestação de um setor do partido decidindo previamente a favor da cassação do prefeito nos remete à época da mais extrema ditadura. A questão não está fechada no PDT”, reforçam.
O suplente Sérgio Rosseto comenta que foi contra o fechamento de questão. “Entre os cinco membros que votam o processo na Câmara eu fui contra antecipar. Disse que ia ler o processo para me posicionar. Mas foi incluído em ata o fechamento de questão”, cita. Rosseto não integra a comissão provisória.