09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Melhor país para se viver para os ricos


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Indignado com o atendimento prestado por um servidor do Poder Judiciário, lotado no Anexo Fiscal, fui orientado por minha advogada a procurar o Distrito Policial responsável por aquela circunscrição, para o devido registro da ocorrência, já que estava com o firme propósito de mover contra o mesmo uma ação por prevaricação (agente público que faltar ao cumprimento de suas obrigações). Afinal, a Constituição me garante este direito.

Tentei ser demovido da intenção por amigos argumentando que seria pura perda de tempo e com isso teria mais aborrecimentos. Mas como me acovardar! Tive meus direitos cerceados! Fui desrespeitado! Como demonstrar minha indignação?

Lá fui eu, no mesmo dia do ocorrido (05/09), procurar a autoridade policial competente para a lavratura do popular B.O e, assim, cumprir meu dever de cidadão.

Cordialmente, informei minha qualificação e comecei a relatar o ocorrido para o devido registro, quando repentinamente fui surpreendido pela atitude do escrivão, que aos berros disse-me: “Pera lá, o senhor não vai querer que eu escreva o que me mandar...” Perplexo e desorientado respondi: "Desculpe-me, pensei que agindo dessa maneira estaria ajudando, e que no Boletim de Ocorrência deveria constar o relato do interessado." Pois é, duas transgressões num só dia.

Não posso afirmar que nos órgãos públicos existam somente funcionários relapsos, bitolados ou despreparados para o exercício de suas funções, que parecem ignorar que seus salários são pagos com o dinheiro do contribuinte. Mas, com certeza, posso afirmar que urge a necessidade de uma ampla e abrangente reforma administrativa, com auditoria externa visando corrigir vícios, implantar normas técnicas, atualizar práticas, bem como rever procedimentos arcaicos e empíricos que emperram o andamento da máquina administrativa. Assim, como se faz necessário rever a inconcebível estabilidade no emprego, que só privilegia e acomoda os incompetentes. É, meus amigos tinham razão. Mas tudo bem , fica o desabafo. Ah! quanto ao título, é simplesmente para reflexão.

Nelson Redondo Arjonas – RG 7.499.961-8