A defesa da atual administração municipal é feita das mais diversas maneiras chegando, às vezes, ao ridículo. Existe um grupo de “bons” bauruenses que busca argumentos de todas as formas, com o objetivo principal não de trabalhar pela nossa cidade, mas de manter no Executivo um administrador que tem deixado a desejar. Esse anseio de continuidade corresponde ao desejo de alguns partidos estruturados aqui na terrinha.
Os vereadores que efetivamente representam os eleitores bauruenses, cientes de seus deveres em sua grande maioria, têm discutido a conjuntura político-econômica por que passa Bauru e, em face de inúmeras acusações, instauraram algumas Comissões Processantes com vistas a apurar possíveis fatos delituosos. Vale ressaltar que essas CP’s não são abertas partindo já da prévia condenação do acusado. Antes, como foro competente para tanto, buscam saber do ocorrido e servem elas tanto para condenar, quanto para absolver o acusado de possíveis crimes que se lhe imputam.
Ocorre que a ação dessas pessoas, que se dizem “amantes” de Bauru, tem uma conotação essencialmente política, no sentido de manter no Poder aquele que administra nossa cidade hoje, como se fora ele, de pronto, considerado inocente de todas as possíveis acusações. E isso se dá por oposição clara ao atual vice-prefeito. Para essas pessoas é preciso manter o atual estado de coisas, já que, com o vice assumindo, a coisa ficaria ruim. Mas ruim para quem?
Oras, o vice-prefeito, Dudu Ranieri, não é do meu partido, mas sobre ele posso dizer que: é bauruense de velha cepa, casado em Bauru com a Marli Pertinhez, com quem tem filhos nascidos aqui, é sócio do Liceu Noroeste (e o administra em conjunto com seus irmãos há muito mais tempo do que se pode imaginar), sócio da Escola Domus Educandi e das Faculdades Integradas de Bauru (FIB), que com sua TV Educativa tem dado muita alegria para nossa terra. Quem pode dizer algo contra ele?
Além disso, como dito antes, nossos vereadores são conscientes dos seus deveres e, se o Dudu for um péssimo prefeito, o que sinceramente não acredito, terão a possibilidade de sacá-lo do Poder. É só provar a culpabilidade e ponto final.
Argumentar que feijão caruncha, estraga em pouco tempo (é um fato do conhecimento geral) é admitir que se deve comprá-lo aos poucos. Compras de feijão em volume excessivo representam perdas para a fazenda pública (traduzindo: nossos pobres bolsos de contribuintes). Comprar com a figura inexistente de fiel depositário e o produto só aparecer depois de denúncias, é deixar claro que a intenção não é das melhores. Sabendo que o “tôner” usado em máquinas fotocopiadoras, somente para citar um exemplo, tem um ano de validade, por que comprar “tôner” para ser usado por 10 anos? É uma ofensa à inteligência de todos nós... E aí, pululam macacos no sótão...
Há que se ressaltar que o atual prefeito tem o direito de se defender, mas antes desse direito à própria defesa, tem ele o dever de se defender e mostrar para seus eleitores e para a população em geral que é um homem íntegro, que improcedem as denúncias contra ele assacadas. Esse é o jogo da vida.
Ao instaurarem CP’s, os nobres vereadores estão agindo dentro da lei e em respeito ao povo. É assim que se age, fiscalizando o Executivo, principal tarefa da edilidade. Jamais essas CP’s serviriam para a procura de “pelo em ovo”, ou para verificar problemas com unhas encravadas, como disse alguém há alguns dias. A situação é séria e com ela não se deve brincar... Atenciosamente.
Carlos Roberto Pittoli, Advogado, RG nº 3.180.736/SSPSP