Ela é famosa por seus jardins sempre floridos, pela arquitetura enxaimel, pelas fábricas de eletrodomésticos e por ser a única cidade fora da União Soviética a contar com uma unidade do Teatro Bolshoi de Moscou.
A maior e mais rica cidade catarinense, com 430 mil habitantes, se torna ainda mais atraente na primavera, quando seus inúmeros jardins ficam ainda mais floridos e as janelas das casas em estilo enxaimel exibem floreiras de gerânios multicoloridos.
As largas avenidas e pacatas ruas de paralelepípedos de Joinville, sempre ladeadas por jardins, revelam traços peculiares de seus governantes e moradores: a atenção meticulosa à natureza.
Joinville fica a apenas 135 quilômetros de Curitiba e a 184 quilômetros da Capital catarinense, Florianópolis, por rodovia duplicada, a BR-101.
Embora moderna, é uma cidade que não abre mão de sua história. Mesmo industrializada, valoriza a beleza e a qualidade de vida dos seus habitantes, preservando uma atmosfera tranqüila e ao mesmo tempo cosmopolita.
Antigos hábitos germânicos como o da “Stammtisch” (“roda de amigos” ou “mesa de todos dos dias”) continuam bem vivos, demonstrando o espírito gregário dos joinvilenses e a valorização das tradições.
Grupos de amigos formam uma espécie de confraria, elegem um bar e se reúnem regularmente para comer, tomar cerveja e bater papos animados, sempre na mesma mesa e nas mesmas cadeiras.
Palmeiras imperiais
Nome francês e sotaque alemão - a alameda Bruestlein ou alameda das Palmeiras Imperiais, no Centro, é caminho obrigatório no roteiro para entender a história de Joinville.
As palmeiras foram plantadas em 1873 para dar acesso à residência de verão dos príncipes de Joinville, um casarão de 1870 onde hoje funciona o Museu da Imigração. Lá estão guardados vestígios da epopéia que foi a colonização.
Tudo começou com um casamento que celebrou a união entre a família imperial brasileira e a realeza francesa. A terra onde hoje está a cidade foi doada em 1843 ao príncipe de Joinville, François Ferdinand Phillipe, filho de Louis Philipe, rei da França, como dote da princesa Francisca Carolina, irmã do imperador Pedro II.
O casal não chegou a conhecer a terra. Parte dela foi negociada com a Sociedade Colonizadora Hamburguesa.
Em março de 1851, chegaram os primeiros 118 imigrantes alemães e suíços, seguidos por um grupo de 74 noruegueses. Do ano da fundação até 1897, quando a Sociedade Hamburguesa se dissolveu, foram levados 28 mil imigrantes germânicos, operários, intelectuais, agricultores e profissionais liberais, que fugiram da crise econômica em busca de oportunidades na América.
Com tantas diferenças de origem, uma característica em comum que sustentou a comunidade nos primeiros tempos foi a obstinação em construir vida nova.
Esse atributo foi requisito indispensável para sobreviver numa região inóspita de florestas.
Vários desistiram. Muitos morreram de doenças. Mas a Colônia Dona Francisca - um dos primeiros nomes da cidade, transformou-se numa das cidades mais prósperas e floridas do Brasil.
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Orquídea: a paixão
Embora Joinville já esteja florida, prenúncio da chegada da primavera, o auge se dá em novembro, quando é realizada sua Festa das Flores.
Nesse mês, são promovidos concursos de jardins e vitrines, desfile de bicicletas e automóveis decorados com flores e exposição de orquídeas, paixão local, que mobilizam os habitantes.
Em qualquer época do ano, Joinville oferece uma infinidade de opções de lazer, roteiros culturais, compras e diversão noturna. O visitante também pode aproveitar as paisagens bucólicas da zona rural, ou conhecer a cultura dos descendentes dos imigrantes, através das construções e em detalhes cotidianos revelados em agradáveis passeios a pé.
E para aqueles que querem manter-se em dia com as práticas esportivas, a cidade dispõe de campo de golfe, hípica e kartódromo, além de locais para a prática de natação, tiro e até esportes radicais e náuticos.
Embora Joinville não tenha praias, elas podem ser encontradas a menos de uma hora da cidade, nos municípios vizinhos, como São Francisco do Sul, Barra do Sul, Piçarras e Barra Velha.