08 de julho de 2026
Auto Mercado

Equipamento merece atenção

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Descobrir que o extintor de seu veículo não funciona no momento em que mais se precisa dele, ou seja, durante um incêndio, não é a melhor hora para se ter essa desagradável surpresa. Por isso, tão importante como saber operá-lo é cuidar de sua manutenção, que está diretamente ligada ao tipo do acessório.

Atualmente, há no mercado dois modelos de extintores: os novos e recondicionados. Ambos diferenciam-se entre si, além do preço - os primeiros são mais caros e chegam a custar quase o dobro dos usados -, pelo tempo necessário às recargas. Enquanto os fabricantes de um cilindro “zero quilômetro” fornecem garantia de três anos, nos recondicionados a recarga é obrigatória após um ano de utilização.

Além disso, os modelos também distinguem-se no visual. Os novos possuem, além de um lacre, informações detalhadas no verso do cilindro que orientam quanto à data de validade da carga, instruções de uso, precauções de segurança e manutenção e quando a carcaça deve ser submetida a novos testes - por lei, a cada cinco anos em todos os cilindros.

Já os usados têm de conter, além do mesmo lacre existente nos novos, dois selos: um azul do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), que deve informar a data de execução da recarga, e um amarelo discriminando a data de vencimento da carga, o serviço que foi realizado nele e a data de vencimento do cilindro.

O recondicionados também devem possuir um anel amarelo com a mesma informação do selo Inmetro e trazer no cilindro as mesmas orientações de utilização e manutenção dos novos, mas de forma mais resumida.

Por essa razão, os comerciantes Maurício Magrini e Valdeir Magrini, donos de um estabelecimento especializado em extintores, recomendam atenção tanto no ato da compra como da recarga deste equipamento. “A pessoa deve saber olhar nele para verificar o vencimento da carga e do cilindro para não ser enganada”, enfatiza Maurício.

Ele explica que pessoas de má-fé utilizam-se do desconhecimento dos motoristas para, aliado ao fato de que extintor irregular é infração de trânsito e gera multa, obter dividendos comerciais. “Estes baseiam-se no argumento falso que todo acessório tem de ser recarregado ou trocado anualmente. Mas os únicos que precisam disso são os recondicionados. Nos novos a carga dura três anos”, frisa.

O comerciante revela, ainda, não ser raro o fato de donos de automóveis adquirirem um extintor recondicionado pensando tratar-se de um novo. Por isso, para descobrir quando ele foi fabricado, basta olhar embaixo do equipamento. “Nele devem estar gravados o ano em que foi produzido, o logo do Inmetro e a inscrição NBR seguida de um número”, orienta.

Já Valdeir destaca que não se trata de defender apenas a compra dos novos em detrimento dos usados. Segundo o comerciante, tudo depende da honestidade das empresas que operam no setor e, principalmente, da forma como os serviços foram executados nos extintores. “Um recondicionado pode ser tão bom quanto um novo, desde que todas as normas técnicas sejam obedecidas”, sustenta.

Ele salienta que os equipamentos não são submetidos a vários testes nem regulamentados por uma série de normas técnicas por acaso. “Tudo isso visa a segurança do consumidor, pois o extintor é um vaso de pressão”, alerta. Por isso, Valdeir recomenda aos donos de automóveis visitar as empresas especializadas no ramo. “Nunca é demais conhecê-las”, conclui.