09 de julho de 2026
Política

Rosseto e Majô assumem defesa de Nilson

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

O suplente de vereador Sérgio Rossetto (sem partido) e a vereadora Majô Jandreice (PC do B) foram os únicos da bancada da situação a usarem a tribuna para defender o ex-prefeito Nilson Costa (PTB). Advogado, Rossetto estava convencido de que Nilson não deveria ser cassado porque não se comprovou seu envolvimento direto nas denúncias de irregularidades.

“O processo, do seu começo até o fim, cita funcionários (da prefeitura). Apurou-se o tempo todo sobre (o envolvimento) funcionários”, afirmou. O suplente completa seu raciocínio: “Nunca se provou que algum tipo de propina chegou ao gabinete. Nunca se demonstrou que um único centavo foi a para a conta (bancária) de Nilson Costa.”

Rossetto diz que é advogado há 22 anos e afirma que a CP da Carne está direcionada mais para configurar crime do que infração político-administrativa. “Esse processo poderá ser anulado por vício de origem na Justiça. Não posso condenar um homem sem prova de que ele foi corrupto”, defendeu.

Majô Jandreice, que discursou antes do suplente de vereador, acredita que o o resultado da votação - independente do placar - vai trazer consequências “pessoais e políticas”.

“Vamos decidir a vida de uma pessoa. Será que julgar não é papel da Justiça?”, questionou. A parlamentar reconheceu que o governo de Nilson Costa tinha problemas. “É tímido politicamente e deixa a desejar em muitos aspectos. Mas essas falhas deveriam ser avaliadas nas urnas”, comentou.

Para a comunista, todo o quadro político da cidade não vai colaborar na formação da cidadania. “Informações infundadas e inúmeros pedidos de Comissões Processantes acabaram banalizando esse instrumento.”

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