O caixão utilizado por um grupo pró-cassação para fazer o enterro simbólico do prefeito cassado Nilson Costa (PTB) foi apreendido no final da manhã de ontem, depois que a Vigilância Sanitária de Bauru encontrou vestígios de sangue em seu interior. A fiscalização foi feita após o órgão receber uma denúncia anônima.
O presidente do Fórum de Discussões de Bauru, César Ferreira, afirma que foi ele quem comprou o caixão. “A funerária o utiliza para remoção de cadáveres, quando é convocada pela polícia. Por isso, havia sangue. Como ele estava deteriorado, ela nos vendeu barato e cobrou R$ 100,00”, revela.
A diretora do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria Municipal da Saúde, Maria Helena Abreu, explica que o sangue encontrado oferece baixo perigo de contaminação. “O risco potencial não é grande, a não ser que alguém colocasse algum líquido para derretê-lo e o colocasse em contato com a mão ou alguma parte do corpo com lesão, porém, como a gente recebeu a denúncia, tivemos que agir”, afirma.
Ela diz que foi feito um exame preliminar para constatar que o material encontrado era sangue. “Foi feito um boletim de ocorrência e o IML (Instituto Médico Legal) vai emitir o laudo oficial”, declara.
No final da tarde de ontem, uma equipe de limpeza da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) esteve na Câmara Municipal e retirou o caixão, que estava encostado à grade que dá acesso ao prédio.