O início para a concretização de um trem turístico regional de caráter histórico e cultural já apresentou sinais evidentes à cidade de Bauru, considerada nos anos 1950 como o maior entroncamento ferroviário da América do Sul. Hoje, no entanto, poderá obter outra denominação por se considerar como ponto essencial para centralizar um polo turístico regional, resgatando a história das ferrovias, representadas em seu brasão pelas três estrelas. Na oportunidade, como aposentado da NOB/RFFSA, parabenizo a administração municipal, especialmente ao prefeito dr. Nilson Costa, a quem, pessoalmente, já apresentei o projeto sobre o trem turístico até Avaí, onde os visitantes terão a seu dispor para visitação: o Museu Municipal; o interior da Loja Maçônica “Noroeste do Brasil”, a loja-mãe de todas as demais da Noroeste e as aldeias Guarani e Terena, fundadas pelo marechal Rondon no ano de 1912. Aos integrantes do projeto “Ferrovia para todos” os merecidos aplausos pelo trabalho de restauração da locomotiva e do carro S-22 que resgata o glorioso passado da Noroeste e de suas co-irmãs, Paulista e Sorocabana. Esclareço, também, com base em documentos, que o carro S-22 teve sua construção iniciada em 1943 e foi colocado em tráfego a partir do ano de 1948. Do ano de 1932 é a construção do carro A-1 (Administração), alterado posteriormente para O-1 e que era utilizado pela Diretoria e visitantes ilustres e a inscrição no alto da parede da sala interna, junto ao brasão da república, no teto, tudo feito em madeira, marca essa data. Nele se vê o belo trabalho dos mestres em marcenaria, marchetaria e de entalhe, a maioria formado pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.
Vivaldo Pitta