Eles são quatro jovens com idades entre 18 e 22 anos que cresceram ouvindo e tocando rock, como centenas de outros integrantes de bandas de rock pelo Brasil e pelo mundo.
Mas Léo (vocal, violão e guitarra), Cássio (guitarra solo), Diego (baixo) e Marcos (bateria) não querem ser como os outros grupos. Com “Guest Band”, CD de estréia produzido por Max Nunes, que apresenta o trabalho do quarteto, eles lutam para conseguir um espaço no disputado mercado do rock nacional com canções originais cantadas em inglês.
O grupo nasceu em 1999, na cidade catarinense de Chapecó, quando os amigos Léo e Cássio, que estudavam música juntos, pensaram em tocar em público. Chamaram Diego (primo de Léo) e mais tarde Marcos e a parceria fechou.
O nome veio de uma história engraçada, como lembra Léo. “A gente nunca era chamado para tocar em lugar algum. Então resolvemos nos convidar para tocar. Daí veio o nome guest, que significa convidado, em inglês”, conta.
O grupo gravou no CD doze canções que falam de temas variados (do romântico ao social), todas composições próprias cantadas em inglês. “Sempre compusemos em inglês e achamos que fica mais legal assim”, diz Diego. “A sonoridade do rock que a gente faz combina com o inglês”, completa Léo.
O grupo faz um som que lembra o Bon Jovi, não é meloso e não é pesado. A explicação é que o conjunto americano é uma das influências da banda (entre outras como o Gun’s, Helloween e Ozzy Osborne), que está divulgando o CD pelo País.
A primeira música de trabalho do grupo, “Why?”, já está tocando em diversas rádios do Interior de São Paulo (em Bauru, a faixa estreou a semana passada na programação da 96 FM). O grupo, que esteve em Bauru na última semana, agora quer cair na estrada para tocar. “Nosso som não tem efeitos, fazemos um rock tradicional, de guitarra e baixo e bateria e queremos que as pessoas ouçam”, diz Léo, comentando a boa receptividade do disco.
Sucesso no Brasil tocando em inglês? Eles não têm dúvidas de que isso é possível. “O Sepultura canta em inglês e o Angra também, isso prova que é possível. Esse um dos nossos diferenciais, é a personalidade da banda”, define Diego.