09 de julho de 2026
Polícia

Polícia Rodoviária usará bafômetro

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Rodoviária de Bauru ganhou um importante aliado no combate às infrações de trânsito provocadas nas estradas da região. Um kit composto por um bafômetro e uma minimpressora será utilizado para detectar o índice de álcool ingerido pelos motoristas e permitirá que as autuações sejam feitas automaticamente, sem a necessidade de aguardar o resultado de um laudo, como ocorre atualmente.

Segundo o tenente Luiz Carlos Ferreira dos Santos, o equipamento já está disponível para ser utilizado nas fiscalizações. “Faremos um estudo técnico das áreas que apresentam maior possibilidade de pessoas estarem dirigindo sob estado de álcool e o aparelho ficará na viatura que for para essa área”, revela.

Ele explica como é realizado o teste. “A pessoa recebe um canudinho descartável para soprar o aparelho e ela própria é quem abre o invólucro. O policial só o entrega. Se a pessoa estiver muito embriagada, não vai conseguir nem abri-lo”, afirma.

O kit tem capacidade para realizar 127 testes em uma única fiscalização. O resultado é visto através de um visor no próprio bafômetro e pode ser impresso. Para não ser autuado, o motorista deve apresentar um índice de até 0,3 miligrama de álcool por litro de ar. “Dois copos de cerveja, dependendo do organismo da pessoa, já podem indicar esse valor”, diz Santos.

Nos casos de infração, a multa prevista é de R$ 957,70. O motorista também acumula sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação. “Além disso, em caso de perigo de dano potencial, o código prevê detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor”, declara.

O tenente Luiz Carlos Ferreira dos Santos lembra que o motorista pode se recusar a fazer o teste. “Nesses casos, dependendo das condições que ele estiver aparentando, vai ser conduzido para a delegacia para ser feito o exame clínico por um médico, que vai verificar se ele está em condições de dirigir”, explica.

Ele conta que os policiais recebem uma orientação quanto às características que podem indicar que o condutor está sob o efeito do álcool. “Eles vão observar a cor do rosto da pessoa, o comportamento, as vestes, o andar, o linguajar, a reação pupilar e, aí sim, vão discernir entre fazer o teste ou não”, diz.

O tenente também lembra que o exame requer alguns cuidados. “Se a pessoa ingeriu o álcool até 15 minutos antes, ela pode estar em maior concentração na mucosa da boca. O ideal é esperar esse prazo ou pedir para que ela lave a boca com água antes de realizar o teste”, revela.

Santos afirma que não é comum flagar motoristas dirigindo nas estradas da região com suspeitas de embriaguez. “As pessoas estão mais conscientes do que o álcool pode provocar quando se mistura com direção, mas nós encontramos alguns casos e temos grandes problemas com essas situações”, diz.