A mulher do ex-prefeito Antonio Izzo Filho (sem partido), Rosa Izzo, confirmou ontem que será candidata a prefeito em 2004 caso o marido permaneça impedido judicialmente de concorrer ao Palácio das Cerejeiras. Atualmente, ele está com o título de eleitor bloqueado no cadastro do cartório eleitoral, o que o impede de se filiar a partidos políticos e, conseqüentemente, de disputar cargos públicos.
Rosa Izzo diz que a possibilidade de se candidatar ao Executivo foi uma decisão tomada, há alguns dias, em conjunto com o grupo que apóia o ex-prefeito. “Isso tem sido falado durante as reuniões. A aceitação é grande e é isso que eles querem”, afirma.
Ela ressalta, porém, que só disputará as eleições depois que forem esgotadas todas as possibilidades de Izzo Filho concorrer ao cargo. “Eu gostaria que ele saísse candidato, pois acho que é uma questão de merecimento. Estão falando que não poderiam ter tirado o Nilson Costa, porque foi o povo quem colocou ele lá, mas com o Izzo também aconteceu isso e depois ele foi tirado”, opina.
Segundo Rosa, a legenda pela qual a família Izzo será candidata ainda não está definida. “Estamos conversando e até o fim dessa semana a gente vai definir. Existe mais de uma possibilidade”, revela.
Ela afirma que as negociações para a formação da chapa que concorrerá à Câmara Municipal também estão adiantadas. “A procura está sendo muito grande, de candidatos de outros partidos que estão querendo vir com a gente e de pessoas que já foram candidatas”, declara.
Título suspenso
A pré-candidatura de Rosa Izzo surge no momento em que o prazo para filiações está chegando ao fim. Os partidos têm até o dia 30 deste mês para encaminharem as suas listas para o cartório eleitoral. Caso o nome de Antônio Izzo Filho surja em uma delas, a legenda ficará sabendo que ele está impedido de integrar qualquer partido político.
O bloqueio do título de eleitor do ex-prefeito ocorreu em função de uma condenação da Justiça na ação civil pública movida contra Izzo pela contratação de serviços de auditoria orçamentária e financeira, em 1997.
Na prática, Izzo assinou uma ficha de filiação no PL, que ainda não foi submetida à nova direção do partido na cidade. O bloqueio do título de eleitor impede a confirmação do registro de filiação do ex-prefeito.
Antonio Izzo Filho governou Bauru entre 1989 e 1992. Na eleição de 1996, foi novamente vencedor da disputa pela prefeitura. Em agosto de 1998, porém, teve o mandato cassado. Em 1999, ele sofreu outra cassação de mandato. No ano seguinte, foi condenado à prisão pela Justiça no processo que julgou o desvio de finalidade de verba no programa dos lotes urbanizados, criado em 1991, durante a sua primeira gestão.
Izzo cumpriu quase quatro anos da pena em cela especial e no início de maio deste ano deixou a cadeia em liberdade condicional.