A crise política em nossa cidade parece mesmo não ter fim. Só este ano, quatro vereadores perderam seus mandatos por improbidade administrativa e por falta de decoro parlamentar, ou seja, mau uso do dinheiro público. Dois foram cassados e outros dois renunciaram, evitando assim o mesmo destino.
Posteriormente, todas as atenções se voltaram ao Palácio das Cerejeiras e o alvo agora era o próprio prefeito, que para tentar se livrar da cassação orientou toda equipe do alto escalão a pedir demissão. Com tantos cargos à disposição, a jogada seria atrair o maior número possível de vereadores dispostos a sustentá-lo no poder, transformando a prefeitura em um verdadeiro e vergonhoso balcão de negócios.
Antes, porém, de rifar os cargos de confiança, Nilson costa trocou o PPS, partido pelo qual foi eleito, pelo PTB. Queria com isso manter os 3 vereadores do ex-partido mais os 3 do partido atual, restando apenas 2 vereadores a garantir sua sobrevivência.
Os que defendiam sua permanência em nome de uma “Suposta Governabilidade” não se arriscaram a compartilhar desta árdua missão.
Quem iria assumir um governo que poderia acabar a qualquer momento?
Limitaram-se apenas a observar o jogo político, pois ser comentarista é bem mais fácil, como fácil seria um governo pluriclassista, ou de coalizão como muitos apregoaram, como se de fato isso fosse possível. A verdade é que Nilson Costa teve seu mandato cassado por conta do “Escândalo da carne”, já que em nossa democracia burguesa não permitiu-se cassá-lo por incompetência.
Sobre o novo governo que se inicia, não será nenhuma novidade se os mesmos que estavam do lado de lá venham agora com o simpático discurso de “Pacto por Bauru”, para encobrir o cínico desejo de continuarem a gravitar em torno do poder.
Fabrício Carlos Genaro - RG 24.346.614-6