09 de julho de 2026
Bairros

Trocas de nomes atrapalham carteiros

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

De acordo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), é grande o número de pessoas que trocam os nomes dos bairros de Bauru ao endereçar suas correspondências. O problema pode atrapalhar os carteiros e atrasar as entregas de objetos.

A informação é de Elder Lopes da Silva, gerente de operações da ECT em Bauru. Ele afirma que as pessoas erram mais o nome do bairro que o número do Código de Endereçamento Postal (CEP).

“Com as posições do bairro e do CEP, o trânsito do objeto torna-se mais rápido e menos suscetível a erros. O nome do bairro facilita o trabalho do carteiro no destino”, afirma Elder.

O gerente de operações explica que a indicação correta auxilia também no processo de triagem das correspondências porque pode ajudar na identificação do carteiro que faz a distribuição. Isso vale tanto para a separação manual das cartas e objetos quanto para a eletrônica, que são mais rápidas quando endereçamento é correto.

“O carteiro geralmente tem uma área na cidade que pode ser um bairro, dois bairros, meio bairro. Quando você coloca o nome do bairro, é mais fácil para a gente saber para qual carteiro encaminhar a correspondência para distribuição”, diz Elder.

Os problemas de endereçamento fazem com que 0,3% do total de correspondências de Bauru não cheguem ao destinatário e retorne ao remetente. Isso equivale a cerca de 330 objetos por dia. “Para a própria empresa não é interessante devolver. Nós fazemos dois trabalhos para uma única receita”, expõe o gerente.

De acordo com Elder, as cartas enviadas por pessoas jurídicas apresentam mais problemas de CEP e nome de bairro que as enviadas por pessoas físicas.

Não só os clientes reclamam dos eventuais atrasos na entrega das cartas. Os carteiros também sentem-se mal quando isso acontece e reclamam das cartas mal endereçadas, segundo o gerente de operações da ECT de Bauru.

“O carteiro é a pessoa que mais quer prestar um serviço de qualidade nos Correios. As pessoas reclamam diretamente para ele quando a carta não chega. A não-qualidade o afeta e atrapalha diretamente”, reforça.

Dicas

Embora haja retorno de objetos, Elder garante que a situação de Bauru não é considerada grave. Ele diz que as regiões Norte e Nordeste do País são mais problemáticas. Salvador, por exemplo, tem 32 logradouros que se chamam Castro Alves. Quando as pessoas colocam endereço incompleto, não há como efetuar a entrega.

“Em grandes cidades, os problemas de endereçamento tornam-se mais graves porque dificilmente alguém conhece todos os logradouros”, observa Elder.

Para evitar contratempos, ele dá dicas de como endereçar corretamente as correspondências. “Se você colocar o CEP completo, o bairro, o nome da rua, número e cidade, para a gente está resolvido. O Correio não terá dificuldade de fazer a distribuição”, explica o gerente.

Os dados devem estar centralizados no envelope e o remetente deve ser escrito no verso.

É importante colocar o CEP completo. Até início da década de 90, o CEP só tinha cinco dígitos - não era um número por rua. Optou-se por aumentar três dígitos para ficar um para cada rua e facilitar a entrega, mas ainda há pessoas que escrevem apenas os cinco dígitos iniciais.

“Quando a pessoa usa o CEP genérico, nós fazemos todos os esforços para fazer a entrega e a pessoa muitas vezes nem percebe que criou dificuldade para os Correios”, afirma.

Elder diz que compreende as confusões com nomes de bairros de Bauru e cita sua experiência pessoal. “Eu morei no Bela Vista. Depois que eu mudei de lá, fui saber que o bairro se chamava Vila Seabra. As pessoas perguntavam e eu falava que morava no Bela Vista”, conta.

Atualmente, ainda não sabe o nome do bairro em que mora. “Tem gente que fala que é Jardim Panorama. Tem uns que falam outro nome”, diz.