Para o historiador Gabriel Pelegrina, moradores mais antigos de Bauru conhecem melhor os bairros pequenos cujos nomes caíram em desuso. “Os antigos sabem onde é a Vila Camargo, por exemplo, mas os jovens não sabem”, afirma.
Pelegrina cita muitos bairros do Município que foram “engolidos” por seus vizinhos maiores e atualmente só existem em antigos mapas. Entre eles, está a Vila Galvão, que agora é mais conhecida como Jardim Brasil. “A Vila Galvão desapareceu”, enfatiza.
Outro exemplo são as vilas Madureira e Formosa. Os bairros passaram a ser conhecidos como Parque Vista Alegre quando este último foi loteado. “E, hoje, ninguém mais fala em Vila Formosa”, diz o historiador.
Ele conta, ainda, que a Vila D’aro e a Vila Nipônica também caíram no esquecimento. “A Vila Independência englobou tudo”, diz.
Pouca gente sabe que o trecho compreendido entre o Jardim Bela Vista e a Vila Seabra, entre as ruas Alto Purus, Alto Acre e Alto Juruá, chama-se oficialmente Vila Camargo.
“A turma lembra do mais novo. Não se fala em Vila Vieira, Vila Noêmia, Vila Santa Isabel. Tudo isso desapareceu. A Vila Santa Isabel fica onde está o Hospital de Base. A Vila Vieira está localizada entre a Vila Antártica e a avenida Rodrigues Alves”, explica Gabriel.
“Será que alguém ainda fala em Vila Bela? Vila Bela é a Nova Pacífico, atrás da Vila Falcão”, acrescenta o historiador.
Há algumas décadas, parte do Jardim Higienópolis ainda era conhecida como Vila Pinto. E o atual Jardim Santana compreendia também a Vila Vergueiro. “Existem pequenos loteamentos que vão desaparecendo porque o grande absorve aquilo”, argumenta Gabriel.
Para confundir ainda mais a cabeça das pessoas, o historiador cita outros nomes de bairros pequenos: Vila Santa Clara, Vila Lemos, Vila Santa Terezinha, Vila Popular Filardis, Vila Bechelli e Jardim Gerson França. “De fato, traz confusão”, conclui.