Botucatu - Representantes da prefeitura, do Serviço de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) estiveram reunidos na semana passada para discutir a implantação da coleta seletiva em Botucatu (100 quilômetros a Sudeste de Bauru).
O projeto deverá ser lançado no início do próximo ano e tem como objetivo fazer a coleta em todos os bairros da cidade, de porta em porta. O serviço deverá ser executado por catadores, que passarão em locais estratégicos da cidade e em residências recolhendo o material guardado e separado pelos moradores.
Nesta fase inicial de discussão, os representantes dos três órgãos estão elaborando a metodologia do projeto, que será apresentada ainda esta semana ao prefeito Antônio Mario Ielo (PT).
Além da questão ambiental, faz parte dos objetivos do projeto, segundo informou a assessoria de imprensa do município, a geração de renda, com a criação e articulação de cooperativas de catadores.
A intenção, segundo informou o secretário de Meio Ambiente, Wado Silva, é atuar em parceria com entidades assistenciais, como a Casa Professora Lydia, que trabalha com reciclagem de materiais.
Ele afirmou ainda, por meio da assessoria, que será feito um trabalho de sensibilização e mobilização da sociedade antes da implantação do projeto. Para isso, a secretaria planeja criar núcleos de educação ambiental e de agentes de saúde.
Projetos
Segundo a assessoria de imprensa, este é o terceiro projeto que está sendo desenvolvido pela prefeitura em parceria com empresas e entidades. O primeiro implantado na cidade foi o Coleta Legal, que é desenvolvido em escolas municipais com a parceria do Instituto Floravida, do grupo Centroflora.
O segundo projeto, Coletando Qualidade de Vida, deverá ser lançado no próximo mês. Serão implantados postos de entregas voluntárias (Ecopontos). Os materiais arrecadados serão entregues na Casa Professora Lydia.