Depois de um longo tempo afastada dessa coluna, que sempre me prestigiou, volto hoje para matar saudade e falar sobre um assunto banal, mas atual. Trata-se da novela de Manoel Carlos, “Mulheres apaixonadasâ€, que tomou conta do horário nobre da televisão, dando à Globo um Ibope altíssimo, que é o objetivo de todas as emissoras de televisão.
Também acompanho a novela e admiro a capacidade com que o autor transforma em quase realidade as cenas de ficção, que chegam até nós, que preferimos evitar. Aqui deixo meus parabéns ao autor da novela, não deixando de destacar o desempenho de todos os atores e atrizes que foram escolhidos a dedo, e fizeram jus ao papel que lhes coube interpretar.
Agora, um senão: a novela usou o talento de uma garotinha, que deu para perceber o quanto é emotiva, em cenas pesadas demais, principalmente em hospitais.
Não sou psicóloga, mas simplesmente uma professora primária, aposentada, que trabalhou mais de 30 anos com crianças na faixa de 8 anos e sei o mal que um acontecimento triste fazia na sua fragilidade. Não sei se estou errada, mas penso que foi um tanto exagerado o que poderia ter sido poupado. Concordam? (Ezilda N. Silveira)