09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Cesta básica volta a romper os R$ 200

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

A cesta básica em Bauru voltou a romper a barreira dos R$ 200,00 em setembro, sendo cotada a R$ 200,45, de acordo com pesquisa mensal do Data-ITE, órgão ligado à faculdade de ciências econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE). O valor é 2,7% superior aos R$ 195,26 registrados no mês passado. Em relação a setembro de 2002, o custo dos 31 itens básicos é 25,9% maior do que os R$ 159,27 verificados naquele mês.

Segundo os números do Data-ITE, o custo da cesta básica registrou aumento nominal de 9,2% desde janeiro deste ano. Descontada a inflação do período, a alta foi de 3,2%. O mês de junho havia sido o último em que a cesta ultrapassou os R$ 200,00. Desde o início das pesquisas, em julho de 1999, o valor mais alto foi verificado em maio de 2003: R$ 202,64.

Assim como ocorreu em agosto, os principais culpados pelo aumento da cesta neste mês foram os itens do grupo alimentação, que registraram alta de 3,6%. O grupo higiene pessoal também teve aumento significativo: 5,7%. Os itens do grupo limpeza doméstica caíram 3,6%. “Como o grupo alimentação representa cerca de 70% do valor da cesta básica, sua alta puxa o valor total para cima”, aponta o economista Reinaldo César Cafeo, coordenador do Data-ITE.

Para o economista, o que chama a atenção é a diferença de valor dos itens básicos neste mês em comparação com setembro do ano passado - alta de 25,9%. “O poder de compra do salário não acompanhou esse patamar”, observa. Ainda segundo Cafeo, as altas isoladas dos produtos (sem levar em conta seu peso ponderado sobre o total) indicam que eles estão “sofrendo pressão no preço final”.

Entre os produtos que registraram maiores altas no grupo alimentação, estão a lingüiça fresca, que subiu 37% em relação ao mês passado, e o feijão, que teve alta de 33,3%. A batata e a carne de primeira também sofreram reajustes significativos: 27,6% e 14,7%, respectivamente. Do grupo higiene pessoal, o papel higiênico fino e o absorvente aderente subiram, ambos, 28,8%.

Em relação ao peso ponderado de cada produto diante ao total, o principal item responsável pela alta foi a carne de primeira, que puxou o valor da cesta para cima em 1%, o feijão, que teve aumento ponderado de 0,9%, e o arroz, responsável por 0,7% do aumento total.

Na outra ponta, dos produtos cujo preço diminuiu, os principais são a cebola, com queda de 44,4%, os ovos, que caíram 35,1%, e o leite em pó integral, que registrou queda de 20,7%. Em relação ao peso ponderado, os itens que mais seguraram um aumento maior na cesta foram o leite em pó integral e os ovos, cujo valor sobre o total caiu 1,3% e 1,2%, respectivamente.

Discrepantes

A pesquisa também verificou que persistem as discrepências de preços entre o mesmo produto em pontos diferentes da cidade. A cebola, por exemplo, variou de R$ 0,25 a R$ 0,98 - discrepância de 292%. A batata foi encontrada de R$ 0,37 a R$ 0,98, uma diferença de 183,8%. “A pesquisa de preços continua sendo recomendada”, aponta o economista Cafeo.

Entre as regiões de Bauru, a que apresentou o valor da cesta básica mais baixo foi no Centro, com custo de R$ 214,41. A região Leste apresentou o valor mais alto: R$ 240,77.