07 de julho de 2026
Entrelinhas

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Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Comissões

A audiência pública realizada ontem à noite pela Comissão Interpartidária Permanente da Câmara Municipal de Bauru deliberou, entre outras coisas, a criação de duas comissões, uma para a discussão do sistema de passe-integração e os critérios da Câmara de Compensação Tarifária e a outra para tratar da federalização da dívida da Prefeitura.

• Integrantes

O presidente da Comissão Interpartidária, vereador José Carlos Batata (PT), sugeriu que as comissões sejam mistas, ou seja, contem com a presença de parlamentares, técnicos da Prefeitura e da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), além de representantes de outros órgãos, como o Conselho Municipal de Usuários. Os nomes devem ser definidos ainda nesta semana.

• Devedores

A secretária interina de Finanças, Maria Inês Sander, entregou ao presidente da Comissão Interpartidária a lista dos 100 maiores devedores do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do município. Batata encaminhará a relação para a consultoria jurídica da Câmara para saber, do ponto de vista jurídico, se é permitida a divulgação pública dos dados. A lista já havia sido pedida em audiências públicas anteriores.

• Constrangedor

Pode até ser ilegal a divulgação de tal lista por causar constrangimento aos inadimplentes, mas fica sempre uma pergunta no ar: não é muito mais constrangedor gente que tem muito dinheiro deixar de cumprir suas obrigações às custas de toda a cidade. A população fica extremamente constrangida com tal calote, certamente.

• Outro candidato

O comandante do PMN na cidade, Agamenon Nascimento, ligou ontem para dizer que seu partido não é ligado a Izzo Filho e que o mesmo tem chapa própria para o Executivo e Legislativo. O candidato a prefeito de Bauru é ele próprio. Para vereador, afirma que já dispõe de 32 candidatos, número que pode subir se for feita uma aliança.

• "Insignificante"

O presidente da Cohab, Constante Mogioni, afirma que já foram depurados 21 mil contratos habitacionais fruto de serviço contratado junto à Associação Brasileira de Cohab’s pela cifra de R$ 739 mil. Mogioni classifica a despesa como “insignificante” porque diz que a operação provocou redução no passivo de R$ 235 milhões.

• Rememorando

O presidente cessante da Cohab só não se lembra que, como foi demonstrado na época do contrato, quando a empresa estava a caminho da quebra, que os próprios funcionários da Cohab poderiam ter feito o serviço, se treinados, e, com isso, a companhia teria poupado a “insignificante” quantia de quase R$ 1 milhão.

• Contabilidade

Ademais, a salvação da Cohab foi a operação com a CEF e só veio depois que a crise de insolvência na companhia se tornou pública, através do JC. O que ficou em aberto é a explicação da Cohab para a dívida milionária com a seguradora, o que deixou milhares de mutuários desprotegidos, e a definição do tipo de crédito repassado para a CEF.