09 de julho de 2026
Política

DAE quer ganho de mais R$ 9 milhões

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O otimismo arrecadatório para 2004 também chegou ao Departamento de Água e Esgoto (DAE). Na peça orçamentária, a autarquia quer passar a receita dos atuais R$ 33 milhões para R$ 42 milhões no próximo exercício.

O ganho real de receita é de R$ 9 milhões no intervalo de um ano. Aliás, a verificação dos últimos três exercícios financeiros mostra que as margens são sempre crescentes.

Em 2001, o orçamento do DAE foi de R$ 23 milhões. Em 2002 a cifra incluída na peça orçamentária foi R$ 27 milhões. Já os R$ 33 milhões deste exercício estão sendo obtidos graças a um reajuste global na tarifa de consumo de água e esgoto de 30%. “O reajuste foi praticado em duas etapas, em fevereiro e maio de 2003”, recorda o diretor financeiro do DAE, Fábio Pegoraro.

O argumento, na oportunidade, foi que a autarquia não contava com capacidade de investimento. A pressão sobre o valor pago pelo contribuinte foi justificada para reformar a Estação de Água e Esgoto (DAE) e outras obras. A ETA, porém, continua com sérios riscos em sua estrutura. A direção da empresa orçou a recuperação em R$ 7 milhões.

Pegoraro comenta que o novo acréscimo de receita para 2004 está sedimentado em três pontos. “Vamos apertar a inadimplência, que é de 20%. Vamos defender o realinhamento da tarifa defasada e vamos implementar o início de um rojeto de renovação de hidrômetros”, informa.

Os medidores de consumo têm vida útil média de 10 anos em Bauru, segundo o servidor. “Os órgãos técnicos salientam que o tempo de uso não deve exceder a cinco anos. Vamos implantar um projeto piloto no distrito de Tibiriçá de troca dos equipamentos. Hidrômetro novo mede corretamente, o que gera ganho de receita”, posiciona.

A evolução da arrecadação no DAE não contempla a necessidade de investimento para o tratamento de esgoto. O custo desta operação é de mais de R$ 50 milhões. O projeto original do Executivo prevê a criação de uma taxa de tratamento de esgoto para financiar este projeto.

Mas o dinheiro para a esperada licitação da obra depende de solicitação de empréstimo em discussão junto ao Governo Federal.