Segundo o delegado de Pongaí, Adilson Carlos Vicentini Bataneiro, o modo de atuação da quadrilha nos três casos de assalto a banco na região é bastante semelhante.
O crime seria realizado em poucos minutos, em geral no horário de almoço, e sempre em agências de cidades pequenas. Durante a ação, três homens armados e sem capuz entrariam na agência, enquanto outro esperaria o trio em um veículo. Um deles usaria um chapéu de palha, a exemplo do que ocorreu em Borebi.
Para o delegado, a quadrilha se mostra bastante experiente na prática de roubos a bancos. Ele acredita que os assaltantes seriam provenientes de grandes centros, como Campinas ou a Capital. “É uma quadrilha muito bem organizada e experiente, que conhece o sistema de banco”, relata.
O delegado de Borebi, Antônio das Neves, acredita que a quadrilha teria migrado dos grandes centros, devido a forte repressão ao roubo nesses locais. “Provavelmente, é muita repressão com eles em São Paulo e eles estão querendo vir para o Interior. Eles acham que é mais fácil”, afirma.
Na opinião do Seccional de Bauru, Antônio Ângelo Ciocca, os assaltantes estariam se aproveitando da tranqüilidade e das cidades pequenas. “Logicamente, o policiamento não é tão grande. É o suficiente para atender as pacatas cidades, onde o número de ocorrências é ínfimo. Quando acontece um caso desse, é uma surpresa”, afirma.
Na área de abrangência da Seccional de Bauru, que inclui as cidades de Ubirajara e Borebi, estes foram os primeiros casos de assalto a banco em cidades pequenas, de menos de 5 mil habitantes.
Ciocca também acredita na possibilidade de a mesma quadrilha ter atuado nos três crimes.