10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Temperatura alta e clima seco elevam venda de água mineral

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Outubro é o melhor mês para o comércio de água mineral em Bauru. As temperaturas altas aliadas ao clima seco aumentam as vendas do setor em cerca de 40%, segundo a Associação dos Distribuidores de Água Mineral de Bauru e Região (Adambar), que pretende agora conscientizar a população sobre a qualidade da água consumida.

Para o presidente da Adambar, Osmar Guerreiro Nunes, o principal problema do setor em Bauru é a concorrência com os chamados clandestinos. A associação estima que haja entre 150 e 200 distribuidores de água mineral na cidade. Segundo Nunes, pelo menos metade deles estão “totalmente ilegais”. Dos outros 50%, um “grande percentual” apresenta algum tipo de problema.

A Adambar, que hoje reúne 22 distribuidores, representa em torno de 60% do total de água mineral vendida em Bauru. Apesar de já ter criado um selo de garantia de qualidade, os associados ainda encontram dificuldades junto aos consumidores. “Conscientizar a população é difícil. As pessoas falam: ‘Eu confio em quem me traz’, mas nem imaginam como a água é tratada”, diz Nunes.

Anteontem, representantes de cinco fontes da região de Bauru - cerca de metade do total - estiveram reunidos com a Adambar. Da reunião, segundo Nunes, saiu o compromisso das fontes de procurar vender apenas para quem está na legalidade. “Ao mesmo tempo em que a gente briga pelo selo, as fontes, às vezes, vendem sem tomar os cuidados necessários” , afirma.

Com o garrafão de 20 litros de água mineral sendo vendido, em média, a R$ 4,00, muita gente prefere abastecer a casa com água retirada das bicas espalhadas em diversos pontos da cidade. Em um ponto “popular”, como as torneiras mantidas pela Universidade do Sagrado Coração (USC) ao lado do câmpus, a chegada das altas temperaturas provoca até fila.

A professora Márcia Batista, por exemplo, pega 30 litros de água a cada três dias na bica da USC. No verão, a freqüência passa a dia sim, dia não. Para ela, apesar do medo inicial de algum tipo de contaminação, essa água é mais “leve” que a comprada. “Eu estava comprando água e estava me dando azia”, declara.

Controle

De acordo com a bioquímica Juliana Wagner Simon, do Laboratório de Alimentos da USC, a água das torneiras, proveniente de um poço profundo, é analisada a cada seis meses - às vezes, até em maior freqüência. Segundo ela, as análises não apontam risco algum de contaminação.

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru também disponibiliza três bicas na cidade: na praça da Bíblia, na Vila Antártica e próximo ao portão da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, os técnicos fazem coleta e análise quase diariamente em diversos pontos da cidade, e a qualidade da água é garantida até chegar às torneiras públicas.