10 de julho de 2026
Geral

Para ambientalista, Batalha não agüenta mais cinco anos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

O vereador e ambientalista Rodrigo Agostinho (PMDB) diz não se surpreender com a redução do nível do rio Batalha. “A produção da água está condicionada a dois fatores. O primeiro é a chuva - e aí ficamos na dependência das condições climáticas. O segundo é a cobertura florestal das margens e nascentes. E sabemos que 90% da mata ciliar da cabeceira do Batalha foram desmastadas. Sem a recuperação florestal dessa área, não vamos ter água garantida”, afirma.

Na análise de Agostinho, o rio Batalha está próximo da exaustão. “Não dou mais cinco anos de abastecimento de água para Bauru proveniente do Batalha, mesmo com a obra de dragagem da lagoa de captação”, opina.

No mês passado, o DAE retirou areia do fundo do rio, na lagoa de captação, para aumentar o volume de reservação. “Primeiro é preciso garantir a produção da água, frisa. “A floresta evita que a nascente seque e ainda retém água nas raízes, que é liberada aos poucos”, explica Agostinho.

O rio Batalha, que nasce no município de Agudos, é uma área de proteção ambiental estadual. Agora, na avaliação de Agostinho, é preciso fazer um trabalho mais intenso de recuperação dessa área que foi degradada. “O reflorestamento que está sendo feito pela sociedade civil, principalmente pelo Fórum Pró-Batalha, ainda é muito pouco. A equipe do Vidágua (Instituto Ambiental Vidágua) percorreu os afluentes do rio Batalha na semana passada e constatou que vários deles estão morrendo”, relata.