09 de julho de 2026
Polícia

Preso 3º acusado de matar namorados

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 4 min

A equipe de homicídios da Delegacia Investigações Gerais (DIG) prendeu ontem o terceiro envolvido na morte do casal de namorados Gabriel Penna, 20 anos, e Marilene Pinho, 19 anos, no dia 5 de junho deste ano, na Quinta da Bela Olinda. Gilberto José Pereira, 24 anos, conhecido por Gil, preso no Paraná, onde estava foragido, confirmou parte da versão apresentada por Elielson Cristiano Batista, 21 anos, preso anteriormente.

Tranqüilo, Pereira disse que o amante de sua irmã, Niltinho Xavier, o contratou juntamente com Batista para um crime. Xavier teria pedido para matar o marido da sua amante e teria fornecido um revólver calibre 32 e outro 38 para a execução de seu desafeto.“Eu e o Elielson ficamos com a arma, mas precisávamos de um carro para matar meu cunhado. A nossa fuga estava garantida pelo Niltinho”, disse ao JC.

Pereira conta que no dia do crime ele e Batista foram para o Jardim Colina Verde e abordaram o casal de namorados que ocupava o Gol vermelho. “De lá fomos para a Quinta da Bela Olinda, onde o crime aconteceu. Eu e o Elielson estávamos sob efeito de cocaína”, relata.

Na versão de Pereira, Batista tomou a direção do veículo e ele sentou no banco traseiro, atrás do passageiro, mantendo a arma apontada para a cabeça de Penna. “Ele perdeu a direção do veículo e a arma disparou acidentalmente. Eu matei o rapaz”, confessa.

Após o primeiro crime, Pereira diz que desceu do veículo. “O Elielson tinha perdido a arma dele, que caiu sob o banco do carro. Ele pediu a minha arma e executou a moça para não deixar pistas. Ele temia que a polícia achasse a arma e o identificasse pela impressão digital”, explica.

Na versão anterior, apresentada por Batista, Pereira teria pressionado ele a matar a moça, fato não confirmado pelo preso. Após o crime, Pereira fugiu para a casa do amante de sua irmã, que o levou até a cidade de Alvilândia. “De lá fui para o Paraná de carona. Cheguei ao balneário conhecido por praia De Leste, a 100 quilômetros de Curitiba, onde fiquei na casa de uma irmã minha. A polícia me localizou e me prendeu”, relata.

Pereira disse que pretendia se apresentar à polícia com advogado, mas não chegou a concretizar sua intenção. Ele garantiu que não conhecia o casal morto. “Eu nunca tinha visto eles antes”, afirma.

Indiciamento

Pela versão apresentada por Pereira, o amante de sua irmã, Niltinho Xavier, foi quem forneceu as armas. Segundo o titular da DIG, delegado J.J.Cardia, se isso ficar comprovado Xavier poderá ser indiciado como co-autor desses crimes, uma vez que o crime do qual ele foi o mandante, não se concretizou. “O crime planejado por ele, ou seja, a morte do marido de sua amante, não passou do planejamento”, explica.

Os dois envolvidos diretamente, Elielson Batista e Gilberto José Pereira, responderão por latrocínio, crime previsto no artigo 157 do Código Penal. “Se ficar comprovado que cada um deles matou uma vítima, eles respondem cada um por um crime. Se houve participação de ambos nos dois crimes, eles respondem pelas duas mortes”, diz Cardia. A pena prevista para o crime de latrocínio varia de 20 a 30 anos de reclusão.

Segundo Cardia, a versão apresentada por Marcos Ribeiro, preso anteriormente, é que ele havia vendido uma arma para Pereira executar o seu cunhado. “Há uma contradição nas versões apresentada pelos acusados. As investigações irão esclarecer”, diz.

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O crime

O casal de namorados Gabriel Penna, 20 anos, e Marilene Pinho, 19 anos, foi executado na madrugada do último dia 5 de junho no residencial Quinta da Bela Olinda. Eles foram encontrados mortos no interior do Gol de propriedade da família da moça. Ambos foram assassinados com um tiro na cabeça.

O corpo de Penna foi encontrado no banco dianteiro do passageiro e o da moça, no banco traseiro. No carro foi encontrado um revólver calibre 32 desmuniciado.

No bolso da calça de Penna havia um invólucro contendo 0,6 grama de maconha. A mesma droga foi encontrada em um recipiente plástico na mochila de Marilene. Os dois celulares das vítimas e todos os seus pertences foram deixados no local.