08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

CASA DA SOGRA


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Hoje pela manhã, ao observar algumas das ruas existentes em nossa cidade, constatei um fato curioso e no mínimo estranho, pois, ao meu ver, dentre as muitas vias públicas de nosso município, verifiquei que algumas delas haviam sido “batizadas”, homenageando e celebrando a memória de pessoas que simplesmente não têm nada haver com nosso país (Presidente Kennedy, Presidente Roosevelt e Winston Churchill) e, mesmo que tenham ou tivessem algo de memorável para todos nós, acredito que muitos “vultos” de nossa história poderiam ser lembrados muito antes dos ditos personagens, que sem nenhuma identidade com nossa cultura, com nosso povo e com nossos costumes, registram de forma perene sua influência em nossos governantes e representantes públicos.

Fiquei inconformado com tal atitude de passividade e falta de memória dos proponentes das referidas homenagens, pois certamente nos ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA e na EUROPA duvido que exista em qualquer cidade, mesmo que no mais profundo interior desses países, uma rua com o nome do Exmo. sr. presidente da República, LUIS INÁCIO “LULA” DA SILVA, ou mesmo de nosso querido líder da Inconfidência mineira JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, o Tiradentes, ou quem sabe de nosso monarca mais ilustre, DOM PEDRO I.

É sabido, através dos jornais, revistas, telejornais e Internet, que as nações estrangeiras, principalmente os EE.UU., alimentam um profundo sentimento xenófobo pelos imigrantes de países como Brasil, México, Cuba, Colômbia e etc., e por conta desse sentimento dificultam ao máximo a entrada e a permanência em seus países, de visitantes, de estudantes, de trabalhadores, nossos compatriotas ou não, e em geral de todos os habitantes do “terceiro mundo”, pois a rejeição por nós “intrusos” é bem maior que o interesse pela troca de experiências ou até mesmo pela hospitalidade, que deveria ser inerentes aos seres humanos cristãos.

Este sentimento fomentado pelos nossos vizinhos, co-habitantes do mundo que pertence a DEUS, os estrangeiros que não nos recebem e que também rejeitam nossa presença, é simplesmente ignorado em nosso país, pois em todo o território de nosso “impávido colosso”, as portas de nossas fronteiras estão sempre abertas e acessíveis para o acesso, para a permanência e para a fixação de milhares e milhares de imigrantes que enxergam em nosso vasto e fecundo território, de mais de 8 milhões de quilômetros quadrados de pura hospitalidade e “descuido”, um continente a ser explorado e pilhado, fato que ocorre bem debaixo de nossos narizes insensíveis.

Sabe, comparo esta situação com minha vida particular, tenho uma sogra maravilhosa e sempre que vou à sua casa, sou sempre bem recebido, bem tratado e recebo toda a atenção possível, além de ocupar o melhor lugar em sua casa em todas as circunstâncias, mesmo tendo eu lhe tirado a filha e as netas para morarem longe dela, por isso, como estrangeiro sinto-me muito à vontade e bem cuidado, desfrutando da generosidade e da hospitalidade da “CASA DA SOGRA”. Faça sempre o melhor pelos seus!!!! (Ubiratan Cássio Sangues)