08 de julho de 2026
Saúde

Tétano neonatal é nova prioridade

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 1 min

Uma das prioridades do Ministério da Saúde atualmente é fortalecer as ações de prevenção do tétano neonatal. Segundo a Agência Saúde, a doença sofreu sensível redução no número de casos nos últimos anos, mas ainda ocorre e sua gravidade inspira cuidados.

O tétano neonatal pode ser contraído pelo bebê durante o corte do cordão umbilical. Isso acontece porque o recém-nascido ainda não possui anticorpos em seu organismo. Para evitar a doença, as mães precisam tomar duas doses da vacina até 20 dias antes do parto. Desta forma, ela transmite os anticorpos ao bebê e previne a contaminação.

Segundo o ministério, nos anos de 2001 e 2002 houve 64 registros de tétano neonatal no Brasil, sendo 87% deles nas regiões Norte e Nordeste, em Goiás e no Vale do Jequitinhonha (MG).

Estimativas indicam que 77% das mães de crianças que contraíram a doença não realizaram pré-natal - oportunidade em que obteriam a informação sobre a importância de tomar a vacina, conforme a Agência Saúde. Destas, 41,7% receberam atendimento de parteiras não treinadas.

Para reverter esse quadro, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) determina como meta vacinar cerca de 5 milhões de mulheres com idade entre 15 e 49 anos até 2004. A vacina antitetânica tem validade de cinco anos para as gestantes e de dez anos para as demais pessoas.

Segundo a Agência Saúde, as ações de vacinação contra a doença serão realizadas em 2.288 municípios de 18 Estados. Os programas Saúde da Família, Saúde da Mulher e de Vigilância e Imunização atuarão em conjunto.

“O tratamento para salvar uma criança vítima dessa doença é caríssimo e temos, claro, o custo humano”, alerta Maria de Lourdes Sousa Maia. “Se essa doença é evitável, devemos impedir o aparecimento de novos casos”, conclui.