08 de julho de 2026
Geral

"Ninguém quer ficar dentro de casa", afirma


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A maioria dos clubes esportivos e de serviços e das instituições de ensino superior de Bauru atualmente mantém atividades regulares voltadas à terceira idade, o que é um privilégio, visto que a sociedade brasileira despertou há poucos anos para o envelhecimento.

Em Bauru, em razão do expressivo envelhecimento da população em relação ao Estado e ao País, as autoridades e especialistas em saúde, cultura e educação se prepararam com um pouco mais de antecedência. O resultado é uma ampla programação mensal de atividades voltadas aos idosos.

Esses são os casos do Sesc, Sesi e Clube da Vovó, que realizam disputadas serestas, em que ao dançar os casais colocam muitos jovens ‘no chinelo’. Na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade do Sagrado Coração (USC), a desenvoltura nas atividades culturais e sociais é invejada.

“As atividades permitem que os idosos se redescubram. Ao abrirem espaço e tempo para eles mesmos, vão criando uma nova identidade. Nesse reencontro, é muito comum ouvirmos: ‘- Voltei a viver’. É muito legal”, entusiasma-se Gislaine Aude Fantini, coordenadora da Universidade Aberta à Terceira Idade, ligada à USC.

Os resultados positivos têm ampliado a procura por essas atividades. Na USC, por exemplo, 150 pessoas se matricularam no programa voltado à terceira idade no primeiro semestre deste ano. No Sesc, Sesi, entre outros clubes, a procura também tem aumentado.

“Essa infra-estrutura, somada à evolução da medicina, tem derrubado estigmas e ampliado as perspectivas de quem deseja envelhecer de forma saudável e ativa”, afirma o geriatra Luciano Camargo. Por essa razão, como no consultório de Camargo, mais pessoas com média etária de 40 anos têm procurado especialistas em geriatria.