07 de julho de 2026
Regional

Procedimento é de alta complexidade

Da Redação
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O transplante de fígado é considerado um procedimento cirúrgico de alta complexidade que, além de equipamentos sofisticados, exige o envolvimento de uma equipe médica multidisciplinar e altamente qualificada. No Hospital das Clínicas de Botucatu (HC), cerca de 40 especialistas fazem parte da equipe indicada pela portaria do Ministério da Saúde. “Isso funciona como uma grande engrenagem, onde cada elo é fundamental para o sucesso do transplante”, afirma o cirurgião Alexandre Bakony Neto.

O procedimento consiste na retirada do órgão doente do paciente para a colocação de um fígado saudável, extraído de um doador com morte encefálica confirmada.

O transplante pode ser realizado também a partir de um fragmento do fígado do doador vivo (transplante intervivos), ou seja, de um voluntário membro da família. Essa modalidade ocorre fundamentalmente, segundo o cirurgião, em casos de pacientes que são crianças. Atualmente, essa técnica representa mais de 50% dos transplantes pediátricos referidos na literatura. O grande diferencial da modalidade intervivos é que o paciente não precisa aguardar na lista de espera de receptores.

Indicação

O transplante de fígado é indicado quando todas as outras terapias foram consideradas ou excluídas. Nesses casos, em geral, o procedimento constitui-se na única alternativa de sobrevivência ou melhoria da qualidade de vida dos doentes.

Em geral, as indicações são para os pacientes que possuem cirrose, estabelecida por alguns tipos de hepatite ou uso abusivo do álcool. Nas crianças, a causa mais comum para os transplantes são as más formações congênitas.

A duração do procedimento cirúrgico leva, em média, oito horas. Após a cirurgia, o paciente permanece internado no hospital aproximadamente 12 dias, caso a recuperação ocorra dentro do previsto.

Segundo Bakony, apesar de ser uma cirurgia de risco, atualmente, devido aos avanços tecnológicos, a mortalidade em função do transplante de fígado é baixa. O cirurgião afirma que já existem medicamentos que possibilitam o controle de rejeição no pós-transplante. “O que não quer dizer que a rejeição não ocorra”, explica.

No Brasil, esse tipo de procedimento cirúrgico é custeado pelo Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Bakony, em média as despesas para um transplante de fígado custam ao governo cerca de R$ 55 mil.