Maestro e multiinstrumentista, Edvard Viotto, o Badê, está comemorando em 2003, 50 anos de carreira. Sua primeira apresentação profissional ele lembra com carinho: “Foi no dia 1 de maio de 1953, em Piracicaba. Eu toquei com a orquestra do Mauro de Campos”.
De lá pra cá Badê fez de tudo no piano, acordeon, violão ou no saxofone. Tocou com orquestras de Jaú, Tupã, São José do Rio Preto e Guararapes entre outras. Em Bauru, participou das bandas Brasília Ritmo, Psicosom, Modelo 7, Copacabana, além da Bauru Jazz Band, com a qual gravou o primeiro CD, em 1996.
Além disso, foi um dos pioneiros da televisão em Bauru, participando desde a inauguração da TV Bauru Canal 2 de programas musicais, ainda no final da década de 50.
Hoje, além das apresentações com diferentes parceiros, o músico tem a Badê Família, na qual divide o palco com os filhos. Em agosto deste ano o maestro venceu junto com o parceiro Jotha Luiz, o concurso Canção para Bauru, com a música “Salve Bauru!”.
Eclético, Badê é conhecido por transitar com igual habilidade por diferentes ritmos. Seu segundo disco, “Bossa Viva”, de 1998, trazia sua vertente bossa nova. Para comemorar os 50 anos de estrada até o fim do ano ele promete um CD duplo. “Vou gravar jazz no primeiro disco e chorinho no segundo”, adianta o músico que se orgulha de dizer que já acompanhou todos os grandes intérpretes.
“Só não acompanhei Francisco Alves e Dalva de Oliveira”, comenta. Isso quer dizer que seu currículo como músico possui nomes como Cauby Peixoto, Orlando Silva, Roberto Carlos, Jamelão, Silvio Caldas, Vicente Celestino e Miltinho, para citar alguns. Está longe de ser pouca coisa.