Um familiar de um paciente da unidade de hemodiálise do Hospital de Base (HB), que pediu para não ser identificado, procurou o JC para mostrar sua preocupação algumas situações que poderiam apresentar riscos à segurança e à saúde dos doentes renais crônicos que realizam tratamento no HB.
Ele conta que o acesso aos locais de hemodiálise não é restrito aos pacientes e a presença de faxineiras, secretárias e acompanhantes não é controlada. “Muitas vezes, alguém entra para levar algum recado, para o paciente atender o telefone. Fica aquele entra-e-sai de gente, que além de incomodar os doentes, também deve provocar contaminação”, diz.
Além disso, o familiar também reclama da permissão aos pacientes de fazerem lanche durante a sessão, e da presença de faxineiras limpando as salas, que poderiam também causar contaminação da unidade.
Maria Regina Trotta Pinheiro, uma das médicas responsáveis pela hemodiálise no HB, afirma que o tratamento é similar à aplicação de soro na veia, em ambiente ambulatorial. “O paciente pode ver TV, comer, ler, desde que fique sentado. A faxineira entra na sala para tirar os restos de comida e de sangue que eventualmente caiam no chão, justamente para não haver contaminação nem insetos nos restos de comida”, diz.
A médica afirma que estas situações são rotineiras, pois os pacientes são orientados a fazer um lanche durante a hemodiálise. “Não ocorre contaminação quando você está tomando um remédio na veia, por estar comendo ou por alguém estar limpando o chão. Com a diálise, é a mesma coisa”, conclui Maria Regina.