Quando perguntado sobre o que o levou a fazer um filme religioso o padre Marcelo Rossi é direto: “Eu prometi ao Santo Padre evangelizar em todos os meios: só faltava o filme”, diz. A promessa ao Papa está cumprida a partir hoje, quando estréia em todo País “Maria, Mãe do Filho de Deus”, a primeira incursão do padre multimídia na telona. (Veja os horários de exibição em Bauru)
O filme, que teve pré-estréias nas principais cidades brasileiras ontem, traz, além de Marcelo Rossi, em papel duplo, entre outros, Giovanna Antonelli, como Maria; Luigi Baricelli, como Jesus; Éverton de Castro, como Joaquim, pai de Maria; e José Dumont, como o diabo. Moacyr Góes, diretor de teatro e televisão que este ano também fez “Dom”, é quem assina a direção.
Para o religioso, que concedeu uma entrevista ao JC quando o CD com a trilha sonora do filme foi lançado, em setembro, a produção é realização de um sonho. “Estou muito feliz com o resultado final”, afirma o padre, que se diz um cinéfilo exigente. “Sou crítico, quando o filme não me conquista nos dez primeiros minutos eu perco o interesse”.
Para realizar “Maria...”, Marcelo Rossi deixou a gravadora Universal, segundo ele, sem problemas, para fechar com a Sony, que através da Columbia viabilizou o projeto. O resultado agradou muito o seu protagonista, que vive um padre na história e faz uma participação dentro da sua narrativa como o arcanjo Gabriel. “A qualidade de áudio e vídeo ficou excepcional e a minha participação não prejudicou o filme”, revela, modesto.
“Maria...” traz o padre contando a história da mãe de Jesus a uma menina no Nordeste brasileiro. A abordagem é o diferencial do filme que explora um tema dos mais batidos no cinema mundial. “O filme é mostrado por um ponto de vista nunca mostrado pelo cinema, que é a ótica da mulher, da mãe e também a da criança”, explica.
Para a atriz Giovanna Antonelli, esse ponto de vista foi fundamental para aceitar o papel. “Quando o Moacyr me chamou para fazer o filme fiquei surpresa. Achei estranho fazer uma história já tantas vezes contada em Hollywood. Mas aceitei porque o Moacyr quis contar a história da maneira mais simples possível, com a visão da Maria, como mãe, como mulher e através de um olhar infantil”, disse em entrevista durante sua passagem por Bauru com a peça “Dois na Gangorra”, no mês passado.
“Eu acho que é um filme muito simples e isso é o que faz toda diferença do que a gente está contando. Adorei fazer a Maria”, confessa Antonelli, que, segundo Marcelo Rossi, está esplendorosa no longa.
Outro destaque da história para o padre são passagens nunca exploradas sobre personagens como Joaquim, o pai de Maria. “Imagine como seria ela chegar para o pai e dizer que está esperando o filho de Deus? É claro que ele não acredita. É um conflito enorme que mostramos no filme e que depois se resolve de uma maneira bonita”, aponta o religioso que recomenda: “levem, no mínimo, dois lenços para ver o filme”.
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Onipresença
O padre Marcelo também está nas 14 faixas da trilha sonora de “Maria, Mãe do Filho de Deus” (Sony), que já está nas lojas. O disco traz uma música de Zezé Di Camargo (“Maria Mãe de Todos Nós”) e o clássico religioso “Segura na Mão de Deus”.
Quem comprar o CD ainda poderá preencher uma espécie de cupom que vem na capa do disco. Um sorteio será realizado dia 2 de abril de 2004 e o vencedor terá sua casa abençoada por Marcelo Rossi no Dia das Mães.