08 de julho de 2026
Bairros

Conselho cobra medida rápida

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

O Conselho de Usuários do Transporte Coletivo está cobrando do poder público municipal ações com o objetivo de reverter o atual quadro e atrair mais passageiros para o sistema.

O presidente da entidade, Rubens de Souza, cita o passe-integração como uma das medidas mais urgentes e necessárias para Bauru.

“Falta ação rápida do poder público municipal. Falta o passe-integração e falta geração de renda na cidade. Não é só trazer grandes indústrias. São necessárias ações para que as pequenas tenham como gerar empregos”, sugere.

Outra medida importante é conscientizar o empresariado a oferecer o vale-transporte a seus funcionários. “Precisamos rediscutir toda a sistemática de transporte da cidade”, observa.

Para o presidente, o poder público deveria assumir os gastos com idosos, gestantes e deficientes. “Isso entraria no sistema para amortizar o déficit. Quem paga para transportar idoso e deficiente é o usuário. Mas isso é responsabilidade do poder público”, salienta.

Quanto ao passe-integração, Rubens afirma que é necessário apenas coragem política para colocá-lo em prática.

Ele avalia a remodelagem como positiva em termos financeiros já que proporciona economia de cerca de R$ 500 mil mensais. Com tudo isso, ainda há déficit de R$ 640 mil por mês. “O excesso de oferta de ônibus custava muito dinheiro”, expõe. “Mas ainda tem como ser melhorado”, acrescenta.

Rubens explica que os trabalhadores brasileiros ficam em situação difícil porque os reajustes de salários são baixos se comparados aos aumentos do passe de ônibus, por exemplo. “Para nós, realmente o preço (do passe) está um pouco caro. Mas, quando você analisa custo, você vê que está defasado também”, avalia.

O diretor de Transportes da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Waldomiro Fantini Júnior, destaca que a evasão é um reflexo da economia do País.

“As pessoas estão usando o estritamente necessário. Muitas estão andando a pé. A quantidade de deslocamentos a pé é enorme. O serviço é caro perto do poder aquisitivo da população”, reforça.

Waldomiro afirma que a Emdurb está estudando formas de tentar racionalizar o sistema de transporte coletivo de Bauru e evitar maior queda no número de passageiros.

“A sociedade não pode pagar e necessita do transporte. É um serviço caro a que ela não tem acesso. Em vez de pagar um passe de ônibus, a pessoa compra um litro e leite”, expõe o diretor de Transportes.