Um dos mais tradicionais grupos de recreação para crianças hospitalizadas em Bauru é o Projeto Alegria. Criado há quatro anos pela psicóloga Maria Claudina Cury, o trabalho já reúne mais de 80 voluntários, que se fantasiam para despertar sorrisos. Mas, para participar deste trabalho, é preciso seguir uma lista de direitos e deveres - tudo pela segurança dos pequenos pacientes.
Entre as principais regras, citadas no site do projeto (www.projetoalegria. com.br), estão não usar roupas brancas, não participar das visitas quando estiver doente e restringir sua permanência à ala da pediatria.
Deve-se ter cuidados com a higiene (lavar as mãos, usar os cabelos presos e sapatos fechados) e respeito às normas do hospital, como não oferecer alimentos, não sentar na cama do doente, nem mexer em soros, curativos, sondas ou mesmo movimentar o paciente sem autorização da equipe médica.
Além disso, é indispensável manter sigilo sobre as condições do paciente, evitar comentários ou críticas sobre opções de tratamento. Também fica proibido fazer pregações de qualquer tipo. Fora isso, o voluntário deve respeitar a rotina do hospital: sair do quarto em caso de emergência e avisar um coordenador sempre que notar algo estranho ou errado.
“No Hospital de Base, fazemos nossa visita entre 19h e 20h, quando os acompanhantes saem para tomar banho e jantar. Enquanto divertimos as crianças, damos um apoio ao trabalho dos enfermeiros”, salienta a escriturária Solange Martins, presidente do projeto.
“Cada voluntário tem uma fantasia, que é sua marca registrada. Durante a visita, a gente brinca, pinta, desenha, conversa. As crianças gostam tanto, que até nos dão bronca quando chegamos atrasados”, comenta a voluntária Selma Maria Coimbra.
O Projeto Alegria visita os hospitais Estadual e de Base todos os dias da semana, inclusive aos sábados, domingos e feriados.