08 de julho de 2026
Geral

Solidariedade marca o Dia da Criança

Da Redação
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Olhos brilhandos e sorrisos nos lábios. Era esse o semblante de centenas de crianças carentes que participaram das festas promovidas por associações e voluntários em diversos pontos da cidade. “Estou muito feliz”, afirmou Jéssica Garcia Oliveira, de 6 anos, segurando uma boneca de plástico, seu único presente no Dia dasCriança.

Moradora da favela do Jardim Nicéia, Jéssica foi uma das garotas que recebeu brinquedos doados pela comissária de vôo Janaína Tardelli. Junto com seu irmão, o empresário Renato Tardelli e o namorado, o engenheiro Silvano Almeida, ela visita, há quatro anos, as famílias pobres do bairro, levando lanches, bolas, carrinhos e jogos infantis.

Neste ano, a equipe conseguiu arrecadar cerca de 350 produtos. “Ele foram doados por 80 empresários e amigos nossos”, contou Janaína. “Vou brincar, tia!”, disse a pequena Beatriz da Silva, de 3 anos, que não tirava os olhos de seu novo chocalho, entregue pelos voluntários.

Para o pedreiro Marcelo Batista, que mora no Jardim Nicéia e é pai de quatro filhos pequenos, os brinquedos chegaram em boa hora. “Não tinha comprado nada. A situação está difícil”, confessou.

Segundo Janaína, mais importante do que doar brinquedos foi a interação com os pequenos. “Nós oferecemos carinho e amor. Não tem coisa melhor do que a alegria da molecada. É maravilhoso”, ressaltou.

As crianças da favela do Jardim Nicéia, um dos bolsões de miséria da cidade, receberam também cerca de 60 brinquedos arrecadados em uma campanha realizada por um grupo de soldados da Polícia Rodoviária de Bauru. “O objetivo é alegrar os pequenos, que vivem catando latinha nas ruas e geralmente não têm produtos para brincar”, apontou o soldado José Ricardo Corrêa da Silva, um dos organizadores do projeto.

Com o mesmo objetivo, na última sexta foram entregues 3 mil brinquedos para crianças carentes da Pousada da Esperança e Vila São Paulo. A atividade, que integrou o Projeto Comunitário Mirim, foi realizada pela Base Comunitária Leste da Polícia Militar.

Cachorro-quente e balas

Apesar de não contar com a distribuição de brinquedos, algumas festas promovidas por entidades assistenciais de Bauru não deixaram a desejar, oferecendo aos meninos e meninas carentes a oportunidade de se deliciar com guloseimas e refrigerantes. No Núcleo Habitacional Edison Bastos Gasparini, o cardápio do dia era o preferido do público infantil: cahorro-quente, guaraná, pipoca e balas, muitas balas. “Eu nem ligo para presentes, aqui tem cahorro-quente e doces”, revelou Rogério Franco Costa, de 11 anos.

“Em casa eu não tenho tudo isso”, confessou Alexssandra Talani Bergamachi, de 10 anos, que recebeu um saco recheado de pipocas. Organizada pela associação de moradores, a festa foi animada por uma banda de rock, além de brincadeiras e apresentações de palhaços e peças teatrais.

Para a dona de casa Diene Santana Gomes, que trouxe o filho Renan Santana Galvão, de 8 meses, e a sobrinha Yasmim Aparecida Feliz, de 6 anos, o evento é uma maneira de garantir a diversão da família no Dia da Criança. “Acho importante porque meu filho vai se sentir feliz no meio de outras crianças”, relatou.

Os comes e bebes também fizeram sucesso entre os pequenos que vivem no Núcleo Fortunato Rocha Lima. Ontem, cerca de 500 crianças participaram de uma festa promovida no centro comunitário do bairro. Segundo Márcio Luiz dos Santos Silva, morador do bairro, o evento - que contou com bolo, doces, guaraná, além de música e capoeira - beneficiou as crianças carentes do bairro.

O Movimento Terra Nossa também preparou um evento especial para as crianças sem-terra que vivem no acampamento, no Horto Florestal Aimorés. Após a celebração de um missa, eles puderam se divertir com brincadeiras organizadas pelos organizadores da festa.

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Festa na rua

Amarelinha, pega-pega, queimada e cantigas de roda. Essas foram apenas algumas da dezenas de brincadeiras folclóricas resgatadas na festa para as crianças realizada no Parque Vista Alegre. Promovida pela Igreja Evangélica Luterana e por 25 voluntários do bairro, o evento priorizou a diversão com objetos antigos, visando valorizar a cultura brasileira.

“Muitas vezes, optamos por comprar produtos americanos e não damos importância ao nosso próprio País”, destaca Lorinisa Kannaka da Costa, coordenadora dos trabalhos desenvolvidos pelo projeto social da igreja. Segundo ela, o objetivo foi, através das brincadeiras antigas, estimular a integração das famílias. “Buscamos a valorização do amor entre as pessoas”, evidencia.