A Diocese de Bauru vai celebrar os 25 anos de pontificado do Papa João Paulo II, completados hoje, com uma missa de ação de graças. A celebração será realizada amanhã, na Catedral do Divino Espírito Santo, a partir das 20h.
De acordo com o monsenhor Almir José Cogiola, da Paróquia de Santa Rita de Cássia, as missas de hoje serão celebradas normalmente, nos horários já conhecidos pela comunidade. “Na sexta-feira, o bispo dom Luiz Antonio Guedes e todos os padres da diocese participarão da missa solene em ação de graças pelos 25 anos do pontificado do Papa João Paulo II. A celebração será também em intenção pela saúde do Papa e pela vontade de Deus, nosso Senhor”, diz.
O cardeal polonês Karol Wojtyla foi eleito Papa da Igreja Católica no dia 16 de outubro de 1978. Na época com 58 anos, ele foi declarado Papa João Paulo II e despertou a expectativa de um pontificado duradouro e firme.
A irmã Jacinta Turolo Garcia, reitora da Universidade do Sagrado Coração (USC), conta que já se encontrou diversas vezes com o Papa, inclusive participando de uma missa realizada especialmente para brasileiros.
“Éramos seis irmãs em Roma e fomos convidadas para participar de uma missa em homenagem à família do (sanitarista e médico) Carlos Chagas, que fazia parte da comissão da área de saúde do Vaticano. A missa foi toda celebrada em português pelo Papa, e nós fizemos as leituras e escolhemos os cantos”, relembra.
Em outra oportunidade, reitores das universidades católicas do mundo todo foram convidados para uma celebração. “Ele falou com todos nós. Sempre que fala das universidades, ele se comove, porque foi professor de filosofia, antes de ser escolhido Papa. Ele diz que vive no nosso meio como um de nós, um professor”, conta irmã Jacinta.
Atualmente, o Papa João Paulo II vem se apresentando com a saúde muito debilitada, afetado pelo mal de Parkinson e seqüelas do atentado que sofreu no início da década de 80 e de sua luta contra o câncer.
Entretando, na opinião de monsenhor Almir, o chefe da Igreja Católica não vai renunciar ao cargo. “Está é a minha posição. Como o papado é vitalício, ele poderia, por vontade própria, renunciar. Eu digo poderia, porque com toda certeza, ele ainda está com a cabeça muito boa, e mesmo combalido, vai continuar”, declara.
Para irmã Jacinta, os católicos ainda vêem o chefe da Igreja como uma fortaleza, resistindo a todos os problemas com firmeza e lucidez. “Chegando perto dele, todos percebem que a cabeça está ótima, que os olhos ainda estão vivos. Estive conversando com pessoas que estiveram com ele nos últimos meses, que comentam que sua memória está perfeita. Há uma força maior com ele. Só uma pessoa muito especial manteria as forças, com a saúde debilitada, como ele está”, comenta.