A montadora italiana Fiat não tem planos de vender a unidade de veículos para a General Motors, segundo o presidente do grupo, Giuseppe Morchio. O executivo também prevê que a empresa começa a superar a pior crise financeira de sua história e que haverá um início de recuperação no quarto trimestre.
Morchio, que concedeu uma entrevista ao jornal italiano “Corriere della Sera”, disse que os resultados da Fiat do terceiro trimestre, a serem divulgados no final deste mês, devem ficar dentro do esperado, “não brilhantes”.
Na Europa, o terceiro trimestre geralmente é o mais fraco, pois as vendas caem por conta das férias de verão. “Esperamos ver sinais positivos no quarto trimestre quando as vendas de novos modelos vão aparecer’’, avalia Morchio, que conta com o lançamento de novos veículos para elevar as vendas nos próximos meses.
A queda das vendas da Fiat Auto levou o grupo industrial italiano para a crise, elevando as expectativas de que a Fiat poderia exercer a opção de vender a montadora para a GM em 2004. A GM possui 20% de participação na Fiat Auto.
“É um direito que temos, mas não temos intenção de vender”, afirmou Morchio, segundo a determinação da companhia de vender unidades que não estão ligadas à produção de veículos para garantir a recuperação financeira da companhia.
A Fiat Auto e a GM têm uma parceria que ajuda a reduzir custos. No México, por exemplo, a Fiat deve usar a rede da GM para vender seus carros.
Nesta semana, a Fiat nomeou Herbert Demel, ex-presidente da Volkswagen do Brasil, presidente da Fiat Auto. Ele deve substituir Giancarlo Boschetti. Demel deve assumir no mês que vem. Segundo Morchio, que comanda o grupo, o objetivo é produzir, na Fiat Auto, carros mais competitivos e confiáveis.