No último dia 15 deste mês, nessa mesma Tribuna, o leitor Reinaldo Aleixo, da vizinha cidade de Pederneiras, se posicionou sobre as declarações de Dudu Ranieri em sua carta intitulada “Sobre Boteco”, dizendo que Dudu foi infeliz em suas declarações à reportagem deste Jornal quando enfatizou: “Sempre costumo dizer que assumi a prefeitura de forma traumática, porque foi através de uma cassação, mas muito mais traumático foi eu assumir uma empresa que é gerenciada como um boteco...” Gostaria aqui de tecer algumas considerações: No dicionário Michaelis da Língua Portuguesa, boteco (s.m.) significa pequeno botequim (der regressiva de botequim) e botequim (s.m.) vem do italiano “botteglinno”, ou seja, pequena casa de bebidas.
Na verdade, o missivista visualizou a colocação de Dudu sob uma ótica diferente. Foi um erro de interpretação. Dudu quis fazer um paralelo entre a prefeitura e um estabelecimento pequeno, como um boteco, onde a forma de se gerenciar os negócios é mais familiar. Uma prefeitura, por exemplo, não pode ficar anotando contas em “cadernetas”. Sabemos do trabalho incansável dos proprietários de pequenas casas de bebidas em manter o seu comércio diante das dificuldades do cotidiano, e que assim dão sua parcela de contribuição para o progresso da cidade em que vivem. E parabenizamos todos esses batalhadores. Na realidade, Dudu foi mal interpretado. Às vezes, as fronteiras entre o falar e o entender são muito distantes... (Celso Adriano Chermont - membro do Diretório do PFL-Bauru).