Futuro, agora!
Independente da instabilidade político-administrativa de Bauru, as discussões e busca de soluções para o futuro de curto, médio e de longo prazo já tiveram início e não param mais. Estamos a um ano da eleição que pode ser a data que vai simbolizar a retomada da vocação de grande pólo metropolitano que a cidade sempre teve e de quem vai estar à frente deste processo na prefeitura, mas o debate e os compromissos com mudanças começam já e não devem ser determinados por meia dúzia de “iluminados”, mas pela sociedade.
Desenvolvimento
Há exatas três semanas, num domingo como este, uma matéria da editoria de política sintetizava claramente o que desejam os bauruenses sincera e honestamente preocupados com a cidade: o necessário resgate da auto-estima, como uma espécie de start para a retomada do crescimento, e a superação de um círculo vicioso riscado em torno de picuinhas e do personalismo político.
Voltamos ao tema
Mais uma vez, agora através do caderno de Economia, o Jornal da Cidade retoma ao assunto que interessa a todos os moradores da cidade e da região, prática que será uma constante, de forma crescente, ampla, aberta e sistematizada nos próximos meses. Com base em uma pesquisa da Fundação Seade - que mediu os índices de investimento nas cidades -, o JC assume uma atitude pró-ativa ao não se fixar no simples registro do fato, gerando um debate amplo, apartidário e que pretende ser nossa maior contribuição para a retomada de políticas sérias, planejadas e arrojadas para Bauru.
Mais que um nome
Este jornal entende que, face às circunstâncias, a eleição municipal de 2004, mais do que escolher um nome para ocupar a principal cadeira do Palácio das Cerejeiras, terá o condão de “eleger” o perfil e o programa do administrador que a cidade desejará ao final de um ano de discussões e de definições de plano e metas, delegando a alguém capaz a condução dos destinos locais. Um prefeito não pode mais ser o senhor de si mesmo, como tem ocorrido nos últimos anos.
“Carta por Bauru”
O futuro prefeito terá de governar compromissado não apenas com suas próprias convicções ou as do grupo que representa, mas totalmente atrelado aos interesses dos cidadãos. É isso que o JC se propõe a fazer. Lançar o tema para discussão - como está fazendo agora - e se colocar à disposição da comunidade para ser um fomentador e fiscalizador de uma “Carta por Bauru” ou algo parecido, que o futuro governo teria como diretriz básica de sua atuação.
Campanha de todos
São propostas que o jornal lança desde já, a um ano da eleição, abertas à reflexão aos segmentos organizados ou não da cidade e demais veículos de comunicação. Não se trata de uma campanha do JC, mas da cidade que interage conosco diariamente. Várias lideranças e pensadores bauruenses dão suas opiniões no caderno de Economia de hoje. Não economizaremos tinta nem papel para que a grande discussão sobre Bauru não caia no vazio. Muito menos vamos esquecer aquilo que será dito neste grande fórum e na campanha eleitoral que se avizinha.