08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

"QUERIA"


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O título acima, e bem sugestivo, remete os prezados leitores a pensar ser uma “canção” dos anos 60, do saudoso Carlos José. Queria, que nossa Bauru tivesse a singeleza de outrora, décadas de 60, 70 e 80, onde haviam acirradas disputas políticas, mas passado os embates, prevaleciam o bom senso, e todos lutavam para o bem comum e a metrópole crescia e empolgava seus habitantes e forasteiros. Queria, poder rever a movimentação e aglomeração de milhares de pessoas na estação da NOB, chegadas e partidas dos trens - Sorocabana, Fepasa e Noroeste do Brasil, quanto progresso!, quanta gente trabalhando!, quanta saudade.

Queria, que nossa ilustre classe política tivesse como prioridade a luta e o ideal pelo bem comum, ao invés de interesses pessoais, somando esforços para termos um Parque Industrial capaz de absorver uma enorme massa de trabalhadores, a maioria bem qualificados. Queira, que centenas de formandos, de nossas excelentes universidades e colégios, tivessem oportunidade de trabalho aqui mesmo junto aos seus. Queria, que estas mesmas universidades, dessem a sua real contribuição a sociedade, concedendo bolsas de estudos integralmente a quem realmente necessite e aos chamados “cinqüentões e quarentões” que querem voltar aos estudos, mas as chances nos vestibulares e os preços estão aquém.

Queria, que houvesse campanha publicitária, envolvendo governo e os grandes empresários, tentando recolocar no mercado de trabalho enorme massa de desempregados na faixa dos 40 e 50 anos, maioria chefes de família responsáveis e qualificados, ex-bancários, ferroviários, eletricitários, aeroviários, comerciários, professores, metalúrgicos, domésticas e etc., a maioria destes órgãos da globalização e do malfadado neoliberalismo. Queria, se possível, que houvesse um boicote aos supermercados que não utilizam garotos empacotadores nos referidos caixas, as filas fluiriam mais rápido e muitos garotos (as) teriam oportunidade de trabalho. Queria, ver os partidos políticos utilizando horário gratuito tão somente em épocas eleitorais e respeitando o eleitorado brasileiro, basta de blá-blá-blá, que o partido tal é o único que faz isso e aquilo, e a crise social e os escândalos estão aí.

Queria, ver nosso bairro Geisel, movimentado, mas não com carros e viaturas policiais, por conta das constantes rebeliões da Febem, da qual fomos contra, e sim o corre-corre de gente honesta, ordeira e sentindo a falta de um bom supermercado, uma agência bancária, casa lotérica, agência dos correios, mais uma feira livre aos domingos na parte baixa do Geisel, e ainda uma outra escola Emef nas proximidades do sambódromo. Grato pela publicação. (Alvino Fernandes - RG 6.123.901)