10 de julho de 2026
Regional

Jaú faz leilão de veículos apreendidos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - Cerca de 120 veículos, entre motos e carros, serão leiloados hoje, a partir das 10h, no pátio da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru). Esse é o segundo leilão realizado na cidade desde o início do ano. O primeiro foi em fevereiro, quando foram colocados à venda 220 veículos.

Qualquer pessoa poderá participar do leilão. Mas, segundo lembrou o delegado Roberval Fabro, os veículos só podem ser utilizados para desmanches. Ou seja, só servem para fornecer peças para outros veículos.

Eles estão proibidos de circular pela cidade porque não possuem documentação em ordem. Esse, aliás, é o motivo que leva a Ciretran a leiloar os veículos.

Segundo explicou o delegado, a frota que está recolhida no pátio da Ciretran é fruto de apreensões administrativas, como, por exemplo, veículos em mau estado de conservação, licenciamento vencido ou qualquer outra infração passível de apreensão.

Em caso de irregularidade, o veículo é recolhido ao pátio e se dentro de 90 dias o proprietário não manifestar intenção de retirá-lo, ele fica sujeito a ser levado a leilão.

Antes disso, porém, o dono do veículo é notificado sobre a possibilidade da venda, dando ainda mais uma chance para que ele regularize a documentação e retire o veículo da Ciretran.

A relação dos veículos que serão leiloados hoje foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) em setembro. Antes disso, segundo Fabro, todos os proprietários já haviam sido notificados sobre a possibilidade do veículo ser leiloado.

“Só estão indo a leilão aqueles veículos que os proprietários não manifestaram interesse na sua retirada”, explicou o delegado.

Fabro disse ainda que um novo leilão deverá ser realizado em breve. “O pátio está lotado. Daqui a pouco será preciso pôr um carro em cima do outro”, relatou o delegado, tentando ilustrar a situação crítica vivida pela Ciretran atualmente para guardar os veículos apreendidos.

Na opinião dele, o alto índice de apreensão registrado na cidade se deve ao rigor com que a polícia realiza as fiscalizações de trânsito.

A maior parte dos veículos é composta por motos e carros velhos, cujos valores de mercado, muitas vezes, são inferiores ao valor da multa mais o aluguel cobrado pela permanência no pátio da Ciretran. Cada diária custa R$ 12,64. O valor é estabelecido pelo governo do Estado.

Mas a frota que vai a leilão hoje não é formada só por veículos antigos. Existem também os novos, como um Fiat Tipo, ano 95, ou um Ford Fiesta acidentado, ano 97.

Os proprietários que tiverem interesse em retirar seus veículos antes do leilão, poderão fazê-lo até as 10h, desde que estejam com toda a documentação em ordem.

O leilão será comandado por um leiloeiro cadastrado pelo Estado. É ele quem fará uma avaliação de cada lote e estabelecerá um lance mínimo. A partir desse valor, as pessoas começam a aumentar a oferta até que o veículo seja arrematado por aquele que oferecer o melhor preço.

O pagamento, segundo explicou Fabro, é feito para o leiloeiro, que depois prestará conta do valor obtido com as vendas para o governo do Estado. A comissão do leiloeiro gira em torno de 30% do total arrecadado. A Ciretran não fica com nada, segundo o delegado.