07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Na contramão

No mesmo instante em que a cidade inicia um amplo e elevado debate sobre seu futuro, baseado na retomada de sua auto-estima e do pleno desenvolvimento social, fatos inacreditáveis ocorrem, e o que é pior, com o dinheiro público. Dois deles, entre muitos outros assombrosos, estão sendo revelados nesta edição e deixam o bauruense comum, pagador de impostos, estarrecido.

• Isto é incrível - 1

A primeira cena desse filme manjado é a contratação de quatro assessores para a diretoria da Cohab, feita pelo breve governo de Dudu Ranieri (PFL), através do então presidente da empresa, Rubens Spíndola. Antônio Carlos Cecato Teodoro, Pedro Valentim, César Ferreira e Celso Adriano Chermont - os três últimos aliados do ex-prefeito Izzo Filho - que Dudu teria ajudado a derrubar em passado recente, vão receber indenizações cujos valores um trabalhador de sol a sol leva muitos meses para juntar com seu salário.

• "Cabidão" redivivo

Pior do que ressuscitar o famigerado “cabidão de emprego” da combalida Cohab é ter de pagar uma indenização de R$ 19 mil aos quatro, por alguns dias de ocupação dos cargos de assessor, com salários de R$ 2.300,00 a R$ 3.800,00. Um deles ainda apresentou atestado médico e pode ficar mais alguns dias. É lamentável o que se faz com o bem público!

• Isto é incrível - 2

O segundo fato é de fazer inveja a Dias Gomes e sua Sucupira e envolve o outro lado do poder. Um dos pivôs da crise que levou à cassação do prefeito Nilson Costa (PTB), o ex-secretário de Administração, Luis Freitas, foi contratado para ser mais um dos assessores de Gabinete do Palácio das Cerejeiras. Dá para crer?

• O risco-Bauru

A Câmara Municipal, por meio de pronunciamentos de vários vereadores (página 3), repercutiu ontem a pesquisa da Fundação Seade que relatou a queda de investimentos em Bauru e as reações decorrentes destes indicadores. Cidadãos que se preocupam com a cidade, como o jornalista Flávio de Angelis (leia artigo ao lado), entre tantos outros, nas últimas horas discutem ações efetivas para resgatar a vocação desenvolvimentista do município.

• Caça às bruxas

O procurador jurídico da prefeitura, José Roberto Anselmo, foi exonerado da função de secretário-adjunto pelo atual governo, sem maiores explicações. Mas nos bastidores é mais do que sabido que o grupo que apoiou a permanência de Nilson no episódio de sua cassação pediu a cabeça de Anselmo.

• Divisão interna

Nilson retomou o cargo provisoriamente com uma equipe formada na base de acordos. Anselmo caiu e o secretário Jurídico, Luiz Pegoraro, pediu exoneração da função por não concordar com a indicação de Carlos Alberto Bosco para a procuradoria-geral. Pegoraro não aceitou abdicar de indicar os cargos de sua confiança.

• Candidato próprio

O presidente municipal do PP, vereador Paulo Madureira, ocupou a tribuna da Câmara ontem para desmentir acordo político com o ex-prefeito Izzo Filho. Madureira informou que o partido decidiu pela candidatura própria e que o nome do prefeitável pela legenda é o ex-deputado Carlos Braga.