08 de julho de 2026
Bairros

Prefeitura quer retomar canil da Uipa

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Com o objetivo de intensificar o tratamento da leishmaniose na cidade, a Prefeitura Municipal de Bauru deu prazo até o dia 1 de novembro para que a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) entregue as instalações do canil que utiliza para abrigar cães e gatos que estão sob sua custódia. A estrutura serviria para isolar animais com suspeita de contaminação pela doença.

De acordo com o chefe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), José Rodrigues Gonçalves Neto, o local, que atualmente abriga 500 animais, será reformado para ser utilizado como área de isolamento. “Está no cronograma da construtora que está executando a obra do CCZ. Precisamos cumprir prazos”, destaca.

Ele garante que o canil, localizado no Jardim Redentor, ao lado do CCZ, pertence à prefeitura e foi cedido à Uipa há cerca de 20 anos. “O problema é que agora necessitamos desse local. Com o agravamento da leishmaniose no município, precisamos desse canil para ajudar na tentativa de controle da doença”, salienta.

Gonçalves Neto ressalta que a idéia é usar a estrutura para abrigar os animais que forem recolhidos com suspeita de contaminação.

Ele diz que, no momento, o CCZ não tem para onde encaminhar esses cães, o que estaria agravando ainda mais o quadro de leishmaniose na cidade. “Tem muita gente que está soltando seus animais na rua, temendo ser contaminado por eles”, explica.

Além disso, conforme matérias veiculadas pelo Jornal da Cidade nas últimas duas semanas, o CCZ não tem lugar para colocar os cães errantes com suspeita de contaminação.

A metodologia correta nesse caso, de acordo com Gonçalves Neto, seria recolher esse animal e averiguar se realmente ele está contaminado. Se o resultado fosse positivo, ele seria sacrificado. Caso contrário, poderia retornar para o seu ex-dono ou mesmo ser doado. “Entre o recolhimento e a constatação da doença, leva alguns dias. Não podemos deixar esse animal solto nas ruas”, diz.

O canil controlado pela Uipa entrou no projeto de reestruturação do CCZ, segundo o chefe do órgão. “No próximo mês, a construtora deverá iniciar a reforma para a adequação do espaço. Não podemos perder tempo, pois a doença tem se intensificado”, afirma.

Até agora, nove casos de leishmaniose visceral em humanos foram registrados - sete crianças e dois adultos, todos eles moradores da região oeste da cidade. A doença foi constatada em 23 cães do município, sendo 14 somente neste ano. A maioria foi sacrificada.

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