09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Como maçãs de ouro em salva de prata (Prov. 25:11)


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No artigo “A magia da palavra”, Adelaide Reis Magalhães escreveu: “Feliz de quem sabe usar a palavra como veículo participativo de solidariedade”, entre muitos outros tópicos belíssimos, no Jornal da Cidade.

O sábio rei Salomão, no século VI a.C, escreveu o provérbio: "Como maçãs de ouro em salva de prata, assim é a palavra dita a seu tempo".

O professor Waldomiro Guedes de Azevedo, um dos diretores do colégio no qual estudei na década de 50, subia em uma cadeira, no pátio, batia palmas e, em segundos, o silêncio era completo. Fazia, então, seu discurso com palavras inesquecíveis, dentre muitas o versículo bíblico de Lucas 9:62: "Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus".

As palavras ditas a seu tempo, passam por nossos ouvidos e no coração fazem morada momentânea ou permanente.

Conheço pessoas que arquivam as palavras por muito tempo, não se desfazendo de nenhuma, mesmo que algumas os machuquem constantemente. Nós, de algum tempo para cá, mudamos de comportamento. As palavras agradáveis colocamos no compartimento “A” do coração: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lamentações 3-21). E as desagradáveis, no “B”: “... esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13-14).

Para finalizar, li em algum lugar o seguinte conselho: "Quando estiveres em sociedade, vigia tua língua; quando estiveres em família, vigia teu comportamento; quando estiveres só, vigia teu pensamento".

Grato.

Argemiro M. de Campos - RG 6.732.670