Passou-se um ano ou mais desde que presenciamos enchentes, vários danos causados pelas chuvas em bairros da periferia e no Centro da cidade, contudo nada de novo ( nos últimos 15 anos) foi apresentado ou feito pelos nossos governantes para que tais desastres fossem evitados ou minimizados nos períodos críticos das chuvas torrenciais. Por isso, como cidadão e eleitor, volto a me perguntar: Cadê os “piscinões” que evitariam as enchentes na avenida Nações Unidas e na Baixada do Silvino? Cadê o asfalto da periferia que convive como barro e doenças provocadas pelas cheias? Cadê os recursos destinados às obras emergenciais? Cadê a infra-estrutura para os bairros carentes? Cadê a ação solucionadora propalada em datas oportunas pelos governantes do presente e do passado? Cadê aqueles que se aproximam dos cidadãos somente em épocas apropriadas? Será que precisaremos presenciar novas desgraças, mais falta de água nas torneiras ou outro período de alagamentos e outras mazelas para que tomemos alguma providência paliativa? Será que em quatro anos não há tempo suficiente para que medidas corretivas e preventivas sejam tomadas? Será que a criação de cisternas para a captação de água das chuvas não poderia minimizar os prejuízos decorrentes da escassez de água? Será que só os que não detém cargos influentes é que conseguem enxergar soluções?
Os “homens” que levam o emblema de “representantes da sociedade” deviam se esquecer de suas vaidades pessoais, de suas obstinações particulares e se renderem imediatamente às necessidades de seus conterrâneos, envolverem-se nos assuntos urgentes de nossa comunidade, não se deixando levar-se pelas ambições de seus “mundinhos”, que são apenas uma gota d’água em meio ao grande oceano de nossa existência.
Falo isto por estar percebendo que, num futuro não muito distante alguns oportunistas lembrar-se-ão de que o DAE é um dos poucos órgãos que ainda fornece um serviço relativamente barato à população, justamente por tratar-se de um serviço essencial, e por isso tentarão privatizá-lo com a desculpa de realizar um enxugamento nas despesas do município, tal qual ocorreu com a energia elétrica, em ámbito nacional, forçando os contribuintes a engolir, com sal e tudo, mais uma arbitrariedade capitalista e sem escrúpulos, pois é sabido que sempre é o povo que paga a conta dos erros cometidos por seus supostos representantes.
Assim sendo, e sabedor de que meu alerta encontrará ressonância nos ouvidos atentos de pessoas sérias, esperançosamente me conforto nas palavras de meu conselheiro, Jesus Cristo, que disse: - Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos!!!! Graças a Deus! Faça sempre o melhor pelos seus!
Ubiratan Cássio Sanches - RG 4065386783