11 de julho de 2026
Bairros

Erosão ameaça pista da rodovia Bauru/Iacanga

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Uma erosão, de cerca de dez metros de profundidade, está aproximando-se da pista sentido Bauru/Iacanga da rodovia Cesário José de Castilho, na altura da Vila São Paulo. Se o buraco continuar crescendo, poderá “engolir” parte do asfalto. O Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e a Secretaria Municipal de Obras informam que estão tomando providências para resolver o problema.

Moradores das proximidades estão preocupados com o risco da pista precisar ser interditada. “Passo nessa rodovia todos os dias e vejo que o buraco está crescendo, chegando perto da pista”, diz o motorista Nélson Saez Rodrigues, que mora na Vila São Paulo.

O jardineiro Florindo Soares lembra que o período de chuvas está começando. “Se der uma chuva pesada ou de vários dias, a erosão pode aumentar. Será muito transtorno se tiver que interditar a pista por causa disso”, opina.

Raul Cardoso, diretor regional do DER, explica que a erosão surgiu devido a um problema na drenagem da água da chuva da região da Vila São Paulo, que é canalizada sob a rodovia e despejada na região do Jardim Ivone. “Essa obra já está sendo licitada. As duas linhas (tubos que canalizam a água da chuva) precisam ser reconstruídas”, diz.

Porém, Cardoso conta que o DER está licitando a reconstrução de apenas uma tubulação, que custará cerca de R$ 150 mil. “A outra linha é responsabilidade da prefeitura”, sustenta. Antônio Carlos Duarte, secretário municipal de Obras, garante, no entanto, que a obra toda de reconstrução das tubulações e da caixa onde a água da chuva é despejada, do lado do Jardim Ivone, será feita em conjunto, pelos dois órgãos.

Duarte, que confirma que há risco da erosão atingir a pista, ressalta que a parceria e o início das obras já estavam acertados antes do prefeito Nilson Costa (PTB) ser cassado. “O problema é do DER e da prefeitura. Já estava acertado que o DER cederia materiais e a nós entraríamos com o serviço. Já estávamos acertando utilizar máquinas do consórcio estadual”, diz.

Ele explica que a erosão surgiu porque a estrutura para suportar a saída da água da chuva não resistiu. “Em solos como o de Bauru, por mais que a estrutura de saída da galeria reduza a velocidade da água, pode surgir erosão. E com as chuvas, a erosão aumenta em direção à galeria”, frisa. Há locais, em que o solo é mais erodível, que exige a construção de caixa de saída da água numa extensão de 30 metros, segundo ele.