Policiais do Tático 4 da Polícia Militar (PM) detiveram, na tarde de ontem, nove pessoas suspeitas de participar de um esquema de adulteração de chassi e furto de automóveis em Bauru. Com elas, foram encontrados 17 veículos, entre carros de pequeno porte e caminhonetes.
De acordo com o sargento Luís Carlos de Azevedo Neri, do Tático 4, os acusados e os veículos estavam em três oficinas e um barracão em bairros distintos da cidade. “Nós chegamos até eles através de uma denúncia anônima”, explica.
A operação começou por volta das 14h30, no Jardim Tangarás, onde estava escondida uma caminhonete que havia sido roubada em Arealva. “Como o barracão estava fechado, ficamos esperando alguém aparecer para abrir o estabelecimento”, conta o sargento.
Um homem chegou logo depois e, ao ser questionado sobre o veículo, disse que era de sua propriedade. Ao checar o chassi e a placa da caminhonete, os policiais descobriram que se tratava de produto de roubo. No local, havia ainda uma outra caminhonete também com suspeita de ter sido furtada.
Ele teria dito aos policiais que iria retirar o motor do veículo e levá-lo a uma oficina mecânica no Jardim Bela Vista. “Fomos até lá e descobrimos cinco veículos suspeitos de serem furtados. Dessa oficina, chegamos a outras duas no Parque Vista Alegre”, descreve policial.
Em um dos estabelecimentos desse bairro, havia nove carros envolvidos em acidentes que pertenceriam a seguradoras, a maioria já desmanchados, todos com placas de outras cidades (Rio de Janeiro, Campinas, São José dos Campos, etc.).
No outro estabelecimento foi apreendida uma moto com numeração da placa invertida.
Nove pessoas foram detidas e levadas para a Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra). Até o fechamento dessa edição, o titular do órgão, J.J. Cardia, ainda estava ouvindo os acusados.
A polícia suspeita que essas pessoas realizavam um esquema de adulteração de veículos furtados ou roubados, transformando-os em carros “legalizados” depois da troca do chassi. “Acredita-se que eles compravam carros sinistrados e usavam o chassi desses veículos para ‘esquentar’ os que eram produto de furto ou roubo”, explica o sargento Azevedo do Tático 4.