O PMDB vai realizar amanhã, das 9h às 18h, na Câmara Municipal de Bauru, a convenção para a escolha do novo diretório local. A eleição deve ser realizada sob tensão, com divergência entre o grupo que coordena atualmente a legenda, através de Alex Gasparini, e o liderado pelo ex-prefeito Tidei de Lima.
Até ontem à noite, peemedebistas das duas alas discutiam as conseqüências da reunião extraordinária realizada pelo partido na última quinta-feira, que culminou com a impugnação da chapa “Ulisses Guimarães”.
O argumento principal é que a chapa de oposição não foi inscrita porque teriam sido identificados documentos com assinaturas não reconhecidas por filiados.
A alegação é negada pelo grupo “Ulisses Guimarães”, da qual faz parte Tidei de Lima. No final da tarde de ontem, Eduardo Nasralla, um dos membros da oposição, mencionou que a impugnação recebeu contestação junto à Justiça Eleitoral. A medida teria sido protocolada pela advogada Renata Gil da Silva Lopes Esmeraldi.
Mas não foi possível confirmar o resultado da medida judicial que contou com pedido de liminar. A intenção do grupo oposicionista era de buscar na Justiça condição para participar da eleição amanhã.
Já o atual presidente do partido e membro da chapa “MDB”, Alex Gasparini, alegou que não há qualquer informação a respeito de eventual medida judicial que possa modificar a impugnação decidida pelo diretório municipal.
Gasparini preferiu não comentar a ação tomada pelo grupo adversário. “Prefiro não comentar nada. Os fatos dizem por si”, cita.
Já Eduardo Nasralla comenta que o grupo da qual faz parte quer uma disputa saudável e sem golpes, com os filiados tendo a oportunidade de escolha. Para Nasralla, há interferência da administração municipal no processo. “O Jorge Monteiro assinou com a nossa chapa, mas depois alegou desistência. Depois ele foi nomeado secretário-adjunto da prefeitura”, finaliza.