Uma das causas do sofrimento humano nos tempos modernos deve-se ao seu afastamento da natureza.O homem desentendeu-se consigo mesmo, com seus irmãos e com a natureza. Os seres humanos deverão transformar-se para poder voltar a se entender com o mundo do qual fazem parte; e essa transformação implica o despertar e desenvolvimento da consciência, fonte de energia e vida que anima a sua existência, mas que jaz adormecida como a bela princesa do conto infantil.
A consciência não pode ser desperta num ambiente de fanatismo e opressão que caracteriza a grande crise espiritual pela qual passamos e que é a causa da crise social e ambiental.O fanatismo, a superstição e a impostura afastaram o homem de Deus que pode manifestar-se ao ser humano através da consciência que é a parte do Criador que trazemos dentro de nós. Enquanto ela dorme, seguimos desorientados, agredindo-nos uns aos outros e a Natureza também; e Deus está ausente, por mais que o invoquemos através de preces, porque ela sim, a consciência, é o único e verdadeiro templo que trazemos conosco desde o momento que respiramos pela primeira vez para a vida neste planeta, nesta nossa casa que temos maltratado há tanto tempo.
Uma nova ordem mundial exige um novo homem. Paradoxalmente, os países ditos desenvolvidos são os maiores vilões, os que dão o grande mal-exemplo e nos fazem concluir que desenvolvimento econômico implica o subdesenvolvimento humano e espiritual.
A nova ordem mundial privilegiará o desenvolvimento humano, o da consciência, o despertar do Deus único no coração do homem.
Para mudar o nosso comportamento, deveremos mudar interiormente, mudar os pensamentos que estão por detrás de nossas atitudes; então poderemos nos conduzir melhor com a Natureza e com os outro seres humanos, nossos irmãos. A esperança, este sentimento de natureza divina que trazemos em nossos corações, permite-nos intuir que uma nova era se inicia, uma verdadeira Revolução Humanista que nos fará vencer a terrível fase que estamos passando e que tem as suas raízes na ignorância que fomos acumulando através dos séculos.
O autor é Nagib Anderaos Neto - andergatti@terra.com.br