O Projeto Jovens Construindo a Cidadania (JCC) da Polícia Militar promoveu ontem uma confraternização voltada ao lazer com seus integrantes, familiares e convidados no pátio da Diretoria Regional de Ensino com o objetivo de manter os costumes das várias regiões brasileiras.
Cada uma das escolas e entidades participantes escolheu uma região do Brasil como tema para peças de teatro e danças. As comidas tradicionais de cada região foram substituídas por alimentos que os jovens estão acostumados a consumir no dia-a-dia.
A festa começou às 10h e seguiu até as 17h com muita animação, sob a coordenação do comandante da 3ª Cia da PM, capitão Wellington Luiz Dorian Venezian e das sargentos Denise Lima Marques e Eliete Aparecida Tavares.
A proposta é formar “gangues” do bem, explica o capitão. “Nos bairros há muitos jovens do bem. Queremos reuni-los para que eles façam o bem e mostrem para a sociedade que isso é possível”, diz. “Eles precisam de um estímulo maior para que a sua auto-estima aumente”, completa.
O projeto JCC em Bauru envolve seis escolas: Ayrton Bush, Francisco Alves Brizola, Carlos Chagas, Edson Bastos Gasparini, Luiz Castanho de Almeida e Azarias Leite, Centro de Formação ao Magistério (Cefam) e Comunida União e Amor (Comuna). Em Piratininga e Pederneiras o projeto também está implantado. Ao todo, são 700 líderes que serão formados no final deste ano.
O evento só foi possível graças a várias parcerias, tanto das empresas privadas quanto dos órgãos públicos. O Corpo de Bombeiros, por exemplo, participou com sua cama elástica e com o caminhão de escada magiro.
Miriam Pereira Estevam, 13 anos, estava entusiasmada com o evento. “É uma oportunidade de encontrar as amigas e se divertir.” A jovem diz que o JCC ajudou-a mudar o comportamento na escola e em sua casa. “Mudei minha maneira de pensar. Hoje, respeito mais as pessoas e a escola. Eu tirava notas ruins.”
Para Aline Vanessa dos Santos, 14 anos, presidente do JCC da escola Ayton Bush, o projeto ajudou-a ficar longe das drogas. “A mudança no comportamento é significativa. Eu brigava muito com as amigas e com meus pais e irmão”, conta.