08 de julho de 2026
Regional

Estilo de vida aumenta casos de dor de cabeça

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Jaú - A dor de cabeça é, sem dúvida, a mais conhecida das dores. Afinal, quem é que nunca a sentiu pelo menos uma vez na vida? A incidência tem aumentado devido ao estilo de vida da sociedade atual. Embora a medicina tenha progredido muito, não só do ponto de vista do entendimento da dor de cabeça, seus mecanismos, diagnósticos e a eficiência do tratamento, de nada adianta se as pessoas não se conscientizarem de que há necessidade de mudar o estilo de vida, avisa o especialista Antônio Carlos de Camargo Filho.

“Pessoas que dormem pouco (o ideal é cerca de oito horas para adultos jovens) ou mal (têm sono interrompido várias vezes durante o período) e se alimentam de maneira inadequada estão mais propícias a sofrer de enxaqueca”, alerta o médico

Os salgadinhos empacotados, informa Camargo Filho, contêm aditivos de temperos como glutamato e o aspartato que são poderoríssimos estimulantes do apetite e do prazer de comer. “Todos eles recebem esses aditivos. Essas substâncias promovem o prazer seguido da dor de cabeça. Elas influenciam ainda na intensidade das cólicas pré-menstruais e aumentam a tensão pré-menstrual.”

Os queijos e as bebidas alcoólicas também são alimentos que podem provocar a enxaqueca.“Das dores de cabeça, a mais freqüente e menos diagnosticada é a dor de cabeça miotensional, provocada por tensão muscular. Na maioria das vezes, essa dor é originada fora da cabeça, mas é sentida na cabeça. A musculatura do pescoço e da mandíbula do rosto ficam num estado de tensão constante. Se a pessoa está sobrecarregada profissionalmente, não tem tempo para relaxar e no final de semana e consome alimentação pesada, álcool e todo tipo de intoxicação alimentar, só aumentam o sofrimento.”